Unidades especializadas das polícias civis realizaram 783 mil atendimentos a mulheres em 2025
O 10º Diagnóstico Nacional das Unidades de Polícia Civil Especializadas no Atendimento às Mulheres (ano-base 2025) apresenta um panorama da estrutura e do funcionamento das unidade...
POR CEARÁ AGORA
Publicado em 08/08/2026 às 07:06
O 10º Diagnóstico Nacional das Unidades de Polícia Civil Especializadas no Atendimento às Mulheres (ano-base 2025) apresenta um panorama da estrutura e do funcionamento das unidades especializadas em todo o país. O estudo reúne informações sobre recursos humanos, serviços prestados, indicadores de atendimento e desafios para o fortalecimento da rede de proteção às mulheres.
Divulgada no contexto dos 20 anos da Lei Maria da Penha, a publicação traz dados sobre a distribuição das delegacias especializadas, o volume de atendimentos realizados, a concessão de medidas protetivas de urgência e outros indicadores que contribuem para a compreensão da capacidade de resposta da rede especializada.
UNIDADES DE SAÚDE
O diagnóstico identificou 585 unidades especializadas de atendimento às mulheres em funcionamento no Brasil. Desse total, 530 participaram da pesquisa, o equivalente a uma taxa de resposta de 90,6%. Entre as unidades respondentes, 495 são delegacias especializadas, sendo 282 Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs) exclusivas e 213 unidades de atendimento misto.
Os dados apontam a realização de 782.474 atendimentos, 608.152 boletins de ocorrência registrados, 329.451 vítimas atendidas, 323.196 inquéritos instaurados e 302.626 medidas protetivas de urgência solicitadas. O levantamento também registra a prisão em flagrante de 53.517 agressores e a apreensão de 2.539 armas de fogo legalmente registradas que estavam em posse dos autores das agressões.
Atualmente, as unidades especializadas contam com cerca de 6,2 mil profissionais em atuação em todo o país. Este número representa crescimento de 19,8% em dois anos.
O estudo também evidencia desafios para o fortalecimento da rede especializada. Entre eles, destaca-se o fato de que 80% das unidades ainda não funcionam em regime de 24 horas, indicando a necessidade de ampliar o acesso das mulheres aos serviços de atendimento e proteção.