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Ceará / 05.11.2026

Rui Costa critica STF, vê perseguição a Flávio Bolsonaro e defende atuação do bolsonarismo

Fundador do Partido da Causa Operária (PCO), Rui Costa Pimenta afirmou que o senador Flávio Bolsonaro (PL) é alvo de perseguição política e defendeu a legitimidade do bolsonarismo ...

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POR O ESTADO

Publicado em 05/11/2026 às 00:01

Rui Costa critica STF, vê perseguição a Flávio Bolsonaro e defende atuação do bolsonarismo
© FONTE: O Estado

Fundador do Partido da Causa Operária (PCO), Rui Costa Pimenta afirmou que o senador Flávio Bolsonaro (PL) é alvo de perseguição política e defendeu a legitimidade do bolsonarismo como força política, embora diga discordar tanto do PL quanto do próprio senador. As declarações foram dadas em meio às discussões sobre as medidas adotadas contra Flávio após a eleição presidencial.
Pimenta criticou especialmente a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) e questionou a intimação para que Flávio Bolsonaro entregasse seus passaportes. Segundo ele, medidas de caráter restritivo precisam ter fundamento jurídico e não podem ser usadas como instrumento de perseguição contra adversários políticos. “Não concordo com o PL, não concordo com Flávio Bolsonaro. Eu não tenho nada a ver com eles, na verdade. Mas todo mundo tem o direito, e o direito deve ser respeitado”, afirmou. Para o dirigente do PCO, defender garantias legais para adversários políticos não significa endossar suas posições.
A crítica de Pimenta ao Supremo também está relacionada à experiência do próprio partido com investigações judiciais. Na semana passada, o presidente do STF, Edson Fachin, determinou o arquivamento de uma apuração aberta em 2022 contra o dirigente no âmbito do inquérito das fake news. O caso tratava de publicações ofensivas ao Supremo e de postagens em que o PCO defendia a dissolução da Corte.
No caso de Pimenta, o arquivamento ocorreu por prescrição do suposto crime de incitação. Segundo a decisão, transcorreram mais de três anos sem causa interruptiva capaz de impedir a extinção da punibilidade. Fachin acolheu manifestação da Procuradoria-Geral da República e determinou o encerramento do procedimento.
Pimenta afirma que o PCO estuda buscar reparação contra a União pelos prejuízos que atribui à suspensão das redes sociais da legenda durante a investigação. O desfecho do processo, segundo ele, não mudou a posição crítica do partido em relação ao modelo atual do Supremo.
O dirigente defende a substituição da Corte por um tribunal composto por juízes eleitos, com mandatos fixos e poderes mais limitados. Trata-se de uma proposta política do PCO, que não corresponde ao modelo constitucional atualmente em vigor.
Além do procedimento já arquivado, Pimenta também é investigado pela Polícia Federal em apuração sobre suposto desvio de recursos eleitorais e partidários. A PF aponta indícios de repasses para empresas e pessoas físicas cuja capacidade operacional seria incompatível com os valores recebidos ou que teriam vínculos com integrantes do partido.
Pimenta nega qualquer irregularidade. Afirma que os serviços foram efetivamente prestados, que os valores estavam dentro ou abaixo dos preços de mercado e que a legislação não impede a contratação de empresas relacionadas a membros partidários. Também sustenta que não há indícios de enriquecimento pessoal ilícito.
Candidato à Presidência pela quarta vez em 2026, o fundador do PCO também levantou dúvidas sobre a votação que recebeu, de cerca de 15 mil votos. Ele comparou o resultado com o desempenho de candidaturas anteriores e afirmou considerar estranho que seu total tenha variado pouco desde 2014.
Apesar disso, Pimenta ressalvou que não dispõe de provas de fraude e disse não poder afirmar que houve irregularidade no processo eleitoral. Ao comentar a carta divulgada por Flávio Bolsonaro após a derrota, rejeitou a contestação da legitimidade da eleição e classificou o documento como uma “bobagem”.

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