Paralisação da refinaria Amuay agrava crise de energia na Venezuela pós-terremotos
A maior refinaria da Venezuela, Amuay, é paralisada por falta de energia após terremotos, aprofundando a crise de combustíveis no país. O post Paralisação da refinaria Amuay agrav...
POR SOBRAL ONLINE
Publicado em 29/06/2026 às 01:43

Impacto na produção de combustíveis
Antes dos abalos sísmicos, a refinaria Amuay processava cerca de 137 mil barris de petróleo bruto diariamente. Sua interrupção representa um golpe significativo para a capacidade venezuelana de produzir combustíveis e produtos petroquímicos essenciais.
Embora o Ministério do Petróleo tenha informado que os terremotos não afetaram os níveis de produção de petróleo bruto nem as exportações, que são a principal fonte de receita do país, a situação interna é preocupante. Há o risco de que a produção doméstica não seja suficiente para atender à demanda quando a população e as indústrias retomarem plenamente suas atividades.
Desafios adicionais e outras unidades afetadas
A crise energética não se limita à Amuay. Trabalhadores da região de Falcón, no oeste do país, relataram que a escassez de água para algumas usinas de energia e indústrias, incluindo a própria refinaria, também está comprometendo as operações.
Outras fontes indicam que a refinaria El Palito, de menor porte e com capacidade de 146 mil barris por dia, e o Complexo Petroquímico de Morón, na região central, também não conseguiram retomar suas operações por completo devido à instabilidade no fornecimento de energia.
O cenário humanitário pós-terremotos
A paralisação das refinarias ocorre em meio a uma vasta operação de resgate e assistência humanitária. Os fortes terremotos, de magnitude 7,2 e 7,5, deixaram um rastro de destruição e perdas humanas.
O presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, confirmou que o número de mortos chegou a 1.450, com 3.150 feridos e 12.721 pessoas desalojadas. Desde os eventos iniciais, o país registrou 430 réplicas, com a região de La Guaira sendo uma das mais afetadas pela destruição.
Esforços de resgate e apoio internacional
A comunidade internacional tem se mobilizado para auxiliar a Venezuela. Mais de 1.600 socorristas de diversas nações já chegaram ao país para reforçar as operações de busca e resgate.
Equipes do Brasil, Colômbia, México, Estados Unidos, Espanha, Suíça, Equador, Chile, República Dominicana, Panamá e El Salvador estão entre os países que participam ativamente dos trabalhos humanitários. Para mais detalhes sobre a ajuda internacional, clique aqui.
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