Número de mortos em enchentes no Nepal passa de 1.100; turistas desaparecidos conseguem contato
Passa de mil o nº de mortos pela avalanche no Nepal e no Tibete Alguns turistas que estavam desaparecidos após as enchentes que atingiram o Nepal conseguiram entrar em cont...
POR G1 MUNDO
Publicado em 02/09/2026 às 07:10

Passa de mil o nº de mortos pela avalanche no Nepal e no Tibete
Alguns turistas que estavam desaparecidos após as enchentes que atingiram o Nepal conseguiram entrar em contato com autoridades, informaram funcionários do governo nesta quarta-feira (2). As buscas continuam uma semana depois da tragédia, que deixou pelo menos 1.118 mortos e mais de 3.900 desaparecidos.
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Segundo o Ministério das Relações Exteriores do país, 324 estrangeiros foram resgatados até o momento. Cerca de 590 pessoas de 39 países ainda estavam desaparecidas após as enchentes de 26 de agosto.
Turistas desaparecidos conseguem contato
O primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, afirmou nesta quarta-feira que o número de australianos desaparecidos caiu de 43 para 38 depois que cinco pessoas foram localizadas em segurança durante a noite.
"Em meio a toda essa tragédia, estamos recebendo algumas notícias positivas. Hoje, outras cinco pessoas da Austrália foram confirmadas como estando em segurança", disse Albanese a jornalistas em Palau, onde participa de uma cúpula regional.
"Esperamos, é claro, receber mais notícias positivas, e estamos fazendo tudo o que podemos para trabalhar com as autoridades", afirmou.
Sunil Sharma, porta-voz do Conselho de Turismo do Nepal, disse que pelo menos outros cinco turistas estrangeiros que haviam sido dados como desaparecidos entraram em contato com as autoridades por telefone ou e-mail nos últimos dias.
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No lado chinês da fronteira, equipes de resgate concluíram uma estrada improvisada para chegar à região atingida pelas enchentes, em Gyirong, informou a emissora estatal CCTV nesta quarta-feira.
Os trabalhadores também retiraram obstáculos para permitir a entrada de máquinas pesadas usadas nas buscas. O complexo do posto de fronteira foi destruído pelas enchentes, enquanto a estrada que levava ao local ficou coberta por água, lama e pedras.
A China informou separadamente que 16 pessoas morreram e 546 estão desaparecidas até domingo (30).
Como começou a tragédia
A tragédia começou em 26 de agosto, na região do Himalaia, quando o desprendimento de uma geleira lançou pedras, gelo e água do derretimento nos vales abaixo. O fenômeno provocou fortes enchentes.
A água atingiu rios que atravessam o Tibete e o Nepal, fazendo com que o nível subisse rapidamente. As enchentes destruíram casas, prédios, estradas e pontes e arrastaram grandes quantidades de lama e pedras.
Sobreviventes buscam abrigo em Katmandu
Parte dos sobreviventes deixou as áreas devastadas e foi para a capital do Nepal, Katmandu, em busca de abrigo.
Cerca de 400 pessoas, a maioria moradores da cidade de Timure, a aproximadamente 110 quilômetros a oeste de Katmandu, estão hospedadas no mosteiro Yellow Gumba. Elas perderam familiares e casas e dependem umas das outras para conseguir alimentos e outros itens básicos.
O abrigo é organizado por moradores locais e parentes das vítimas. Doações de pessoas e organizações de caridade também ajudam no fornecimento de materiais de emergência.
Entre os sobreviventes está Riya Tamang, de 21 anos, que conseguiu fugir com o filho de 10 meses pouco antes de a água chegar à região.
"Fui a última a sair de casa. Foi muito difícil escapar", contou.
Tamang perdeu os avós na tragédia. O marido dela, que trabalha como cozinheiro na cidade de Gyirong, no lado chinês da fronteira, também sobreviveu.
Agora, o casal mantém contato por chamadas de vídeo.
Policiais do Nepal preparam os corpos de vítimas das enchentes para um enterro coletivo em Katmandu.
Niranjan Shrestha / AP