Profissionais de saúde no epicentro do surto de Ebola no Congo protestam contra a falta de pagamento
Durante sua visita ao Congo na quarta-feira, o Diretor-Geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, instou as autoridades a priorizarem o atendimento ...
POR G1 MUNDO
Publicado em 06/08/2026 às 07:07

Durante sua visita ao Congo na quarta-feira, o Diretor-Geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, instou as autoridades a priorizarem o atendimento e o apoio aos profissionais de saúde que atuam na resposta à crise. A organização humanitária Médicos Sem Fronteiras afirmou esta semana que o surto ainda está "se espalhando em um ritmo alarmante e sem precedentes" e que a resposta, que vem sendo ampliada com novas medidas, "ainda não está chegando às comunidades com rapidez suficiente para interromper as cadeias de transmissão".
AP/Constant Same Bagalwa
Dezenas de profissionais de saúde que trabalham no epicentro do surto de Ebola no Congo realizaram protestos nesta quinta-feira (6) para exigir o pagamento de seus salários.
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Segundo os manifestantes, que foram para a frente do gabinete do governador de Bunia, capital da província de Ituri, que concentra quase 90% dos casos de Ebola no país, eles não recebem salários nem bônus pelo trabalho de combate à doença desde que o surto foi declarado em meados de maio.
“Com essa forma de gerir as coisas, o Ebola não vai acabar nesta província. Pedimos às autoridades que se envolvam a todos os níveis para que uma solução seja encontrada rapidamente”, disse Edouige Makosi, um dos profissionais.
Profissionais de saúde no epicentro do surto de Ebola protestam contra o não pagamento de salários no escritório do governador provincial em Ituri, leste do Congo
AP/Constant Same Bagalwa
A precariedade das condições de vida dos profissionais de saúde na linha de frente tem sido uma das principais preocupações durante o surto, o segundo maior da história, que se desenrola em uma das áreas mais remotas e vulneráveis do Congo.
Além dos problemas com os pagamentos, muitos profissionais e instalações de saúde foram atacados por rebeldes e multidões enfurecidas.
No dia 16 de julho, pacientes com Ebola e profissionais de saúde fugiram de um hospital no leste da República Democrática do Congo (RDC) depois que o local foi atacado por uma multidão enfurecida.
Surto se espalha "em ritmo alarmante"
Trabalhadores da Cruz Vermelha se preparam para enterrar Vanisa Anifa, uma menina órfã de 6 meses que morreu de Ebola, no Cemitério de Bigo, em Bunia, Congo, sexta-feira, 19 de junho de 2026.
AP/Moses Sawasawa
No dia 22 de julho, a a Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que o surto de Ebola, declarado em maio, já matou mais de mil pessoas no Congo, na República Democrática do Congo (RDC) e em Uganda.
Nesta quarta-feira (5), durante visita ao Congo, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, instou as autoridades a priorizarem o atendimento e o apoio aos profissionais de saúde que atuam na resposta à crise.
A organização humanitária Médicos Sem Fronteiras afirmou esta semana que o surto ainda está "se espalhando em um ritmo alarmante e sem precedentes" e que a resposta, que vem sendo ampliada com novas medidas, "ainda não está chegando às comunidades com rapidez suficiente para interromper as cadeias de transmissão".
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