Planos de saúde antigos terão reajuste de até 6,2% em 2026
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) definiu os percentuais máximos de reajuste que poderão ser aplicados, em 2026, a uma parcela específica de planos de saúde individuais...
POR O ESTADO
Publicado em 01/07/2026 às 03:57
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) definiu os percentuais máximos de reajuste que poderão ser aplicados, em 2026, a uma parcela específica de planos de saúde individuais antigos. Os índices variam de 5,52% a 6,2% e atingem contratos assinados antes da entrada em vigor da Lei 9.656, de 1998, marco regulatório do setor de saúde suplementar no País.
A medida não se aplica a todos os planos individuais. Os percentuais valem apenas para contratos vinculados aos chamados Termos de Compromisso, acordos firmados em 2004 entre a ANS e algumas operadoras para estabelecer critérios técnicos de reajuste em planos antigos.
As operadoras de medicina de grupo poderão aplicar reajuste máximo de 5,52%. Já as seguradoras especializadas em saúde, grupo que inclui Bradesco Saúde, SulAmérica e Itauseg, terão teto de 6,2%. As empresas, no entanto, não são obrigadas a aplicar o percentual máximo e podem optar por reajustes menores.
Segundo a ANS, os percentuais foram calculados a partir da variação da despesa assistencial, que ficou em 5,11%, combinada a fatores adicionais previstos na metodologia definida para esses contratos. No caso das operadoras de medicina de grupo, o fator adicional foi de 0,39%. Para as seguradoras especializadas em saúde, o acréscimo considerado foi de 1,04%. Os reajustes autorizados para 2026 ficaram abaixo dos tetos definidos no ano anterior. Em 2025, o percentual máximo havia sido de 7,16% para as seguradoras e de 6,47% para a Amil. Atualmente, 158,6 mil beneficiários ainda possuem planos enquadrados nesses Termos de Compromisso.
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