Ceará cria 3,4 mil vagas de trabalho em maio e mantém saldo positivo no ano
O Ceará encerrou maio com a criação de 3.421 empregos com carteira assinada, resultado de 57.914 contratações e 54.493 desligamentos no período. O desempenho colocou o Estado entre...
POR O ESTADO
Publicado em 01/07/2026 às 03:57
O Ceará encerrou maio com a criação de 3.421 empregos com carteira assinada, resultado de 57.914 contratações e 54.493 desligamentos no período. O desempenho colocou o Estado entre os principais geradores de vagas formais do Nordeste, atrás da Bahia (7.159) e de Pernambuco (5.894).
Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nessa terça-feira (30/06) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. No acumulado do ano, o Ceará registra saldo positivo de 19.033 empregos formais, indicando manutenção do ritmo de expansão do mercado de trabalho, embora com diferenças relevantes entre os setores da economia.
O resultado cearense em maio foi puxado principalmente pelo setor de serviços, responsável pela abertura de 2.139 vagas. A construção civil também teve papel importante, com saldo positivo de 1.444 postos de trabalho. Outro destaque foi o segmento de informação e comunicação, que gerou 867 vagas no mês. O salário médio de admissão no Estado ficou em R$ 2.096,81.
Apesar do saldo geral positivo, alguns setores apresentaram retração. A indústria fechou maio com perda de 452 postos formais, enquanto a agropecuária registrou saldo negativo de 154 vagas. O resultado mostra que a geração de emprego no Estado segue concentrada em atividades de serviços e construção, enquanto segmentos produtivos mais sensíveis ao crédito, à demanda e ao ciclo agrícola ainda enfrentam dificuldades.
Na avaliação de Eldair Melo, conselheiro do Conselho Regional de Economia do Ceará (Corecon-CE), o ponto mais relevante é que o crescimento cearense está sendo puxado por setores urbanos e intensivos em mão de obra, especialmente serviços e constituição civil. “Se o ritmo for mantido até dezembro, o Ceará poderá encerrar 2026 com cerca de 45,7 mil novos empregos formais, o que representaria mais de 1,2 bilhão de reais em massa salarial anualizada. O dado não deve ser lido apenas como estatística de emprego, pois ele significa renda para as famílias, consumo para o comércio, arrecadação para o governo e demanda para as empresas. O desafio é transformar esse crescimento em emprego sustentável, com qualificação profissional, produtividade, crédito para pequenos negócios, inovação e gestão financeira”.
Nacional
No cenário nacional, o Brasil abriu 72,9 mil vagas formais em maio, saldo de 2,2 milhões de admissões e 2,1 milhões de desligamentos. Embora positivo, o resultado representa o pior desempenho para o mês desde 2020. Foi também o segundo mês consecutivo de desaceleração relevante na criação de empregos, após abril registrar 85 mil vagas.
De janeiro a maio, o País acumula saldo de 767 mil empregos formais, também o pior desempenho desde a pandemia. No mesmo intervalo do ano passado, haviam sido criados cerca de 1 milhão de postos com carteira assinada. Já no acumulado dos últimos 12 meses, o saldo segue positivo, com 973 mil novas vagas, crescimento de 2,1% no período.
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, atribuiu a desaceleração da geração de empregos aos efeitos da taxa elevada de juros sobre a atividade econômica, além de impactos externos, como a guerra no Irã. Entre os setores, os serviços lideraram a geração de empregos no País, com 45 mil novos postos formais em maio. A construção civil veio em seguida, com 12 mil vagas. O comércio teve desempenho praticamente estável, com saldo de apenas 40 postos de trabalho.
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