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Ceará / 03.06.2026

Pix entra na mira dos EUA em disputa sobre mercado de pagamentos eletrônicos

O sistema de pagamentos instantâneos Pix passou a ser alvo de críticas do governo dos Estados Unidos após a divulgação de um relatório do Escritório do Representante Comercial dos ...

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POR A NOTICIA DO CEARÁ

Publicado em 03/06/2026 às 13:30

Pix entra na mira dos EUA em disputa sobre mercado de pagamentos eletrônicos
© FONTE: A Noticia do Ceará

O sistema de pagamentos instantâneos Pix passou a ser alvo de críticas do governo dos Estados Unidos após a divulgação de um relatório do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR). O documento sustenta que o mecanismo criado pelo Banco Central do Brasil recebe tratamento preferencial que prejudicaria empresas norte-americanas que atuam no setor de pagamentos eletrônicos, como Mastercard, Visa e WhatsApp Pay.

De acordo com o relatório, as políticas adotadas pelo Brasil em relação ao Pix seriam consideradas injustas e discriminatórias. A investigação argumenta que instituições concorrentes são obrigadas a oferecer condições favoráveis ao sistema brasileiro, incluindo destaque em plataformas digitais, disponibilidade do serviço e limitações tarifárias, benefícios que, segundo o USTR, não são estendidos a outros provedores.

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A conselheira jurídica-geral do órgão, Jennifer Thornton, afirma que o Banco Central favorece sua própria plataforma ao acumular as funções de regulador e operador do Pix. “O banco agiu para prejudicar os provedores de serviços de pagamento eletrônico dos EUA e dar preferência ao Pix”, diz o documento.

Pix entra na mira dos EUA em disputa sobre mercado de pagamentos eletrônicos
Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

O relatório foi divulgado na segunda-feira (1º/06) e integra uma investigação iniciada há cerca de um ano durante o governo de Donald Trump sobre supostas práticas comerciais desleais do Brasil. Entre as recomendações apresentadas está a aplicação de tarifas de até 25% sobre parte das exportações brasileiras para o mercado norte-americano.

Antes da adoção de eventuais sanções, o governo brasileiro e empresas afetadas poderão apresentar manifestações até 15 de julho. Após esse prazo, os Estados Unidos poderão decidir pela implementação de medidas consideradas corretivas.

O documento do USTR aponta como exemplo de favorecimento a exigência de participação no Pix para instituições financeiras com mais de 500 mil contas, além da obrigatoriedade de exibição do sistema com destaque semelhante ao de outros meios de transferência em aplicativos e plataformas bancárias. A investigação também questiona a gratuidade do serviço para pessoas físicas.

Segundo o órgão norte-americano, essa política gera custos para empresas estrangeiras e fortalece a posição competitiva do sistema brasileiro no mercado de pagamentos. A apuração do governo dos Estados Unidos foi aberta oficialmente em 15 de julho de 2025. Desde então, o Pix tem sido citado como um dos principais pontos de atrito comercial entre os dois países.

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