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Ceará / 03.06.2026

Brasil pode enfrentar taxação de 12,5% nos EUA por denúncias de trabalho forçado

O governo dos Estados Unidos anunciou, nessa terça-feira (2/6), uma nova ofensiva comercial que pode atingir o Brasil e outras 59 nações com sobretaxas de até 12,5% sobre produtos ...

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POR CEARÁ AGORA

Publicado em 03/06/2026 às 14:41

Brasil pode enfrentar taxação de 12,5% nos EUA por denúncias de trabalho forçado
© FONTE: Ceará Agora

O governo dos Estados Unidos anunciou, nessa terça-feira (2/6), uma nova ofensiva comercial que pode atingir o Brasil e outras 59 nações com sobretaxas de até 12,5% sobre produtos exportados ao mercado americano. A medida foi apresentada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), após a conclusão de investigações conduzidas com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.

Segundo o relatório divulgado pelo órgão, o Brasil está entre 54 países considerados falhos na adoção e fiscalização de mecanismos para impedir a entrada de bens produzidos com trabalho forçado em suas cadeias comerciais. Na avaliação do governo americano, essa situação gera distorções no comércio internacional e prejudica a competitividade dos trabalhadores dos Estados Unidos.

Pela proposta, as importações oriundas dos países investigados poderão ser submetidas a tarifas adicionais de até 12,5%. Nações que possuam compromissos prévios em acordos comerciais ou adotem regimes considerados parcialmente adequados estarão sujeitas a uma alíquota menor, de 10%.

O cronograma estabelecido pelo governo americano prevê a coleta de comentários públicos até 6 de julho de 2026, com audiências presenciais agendadas para 7 de julho. 

NOVA TAXAÇÃO NO BRASIL

A nova proposta se soma a uma investigação específica aberta pelos Estados Unidos contra o Brasil em julho de 2025 e que poderá resultar em sanções ainda mais severas, com tarifas de até 25% sobre determinados produtos brasileiros.

Nesse processo paralelo, Washington acusa o governo brasileiro de adotar práticas consideradas “irrazoáveis” em áreas como comércio digital, regulação de plataformas de redes sociais, funcionamento do Pix, acesso ao mercado de etanol e políticas de combate ao desmatamento ilegal.

O governo argumenta que o Pix é uma infraestrutura pública de pagamentos, aberta e neutra, e destaca que a relação comercial bilateral tem sido favorável aos Estados Unidos. Segundo dados apresentados pelas autoridades brasileiras, o Brasil acumulou déficit de US$ 424,5 bilhões no comércio de bens e serviços com os americanos nos últimos 15 anos.

A decisão final sobre a investigação iniciada em 2025 deverá ser anunciada até 15 de julho de 2026. Caso as sanções sejam confirmadas, a medida poderá ampliar as tensões comerciais entre os dois países e afetar setores estratégicos da economia brasileira.

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