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Ceará / 03.06.2026

EUA propõe tarifaço de mais 12,5% ao Brasil por trabalho forçado

EUA propõe tarifaço de mais 12,5% ao Brasil por trabalho forçado CN7O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) concluiu, nesta terça-feira (02), uma investig...

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POR CN7

Publicado em 03/06/2026 às 14:28

EUA propõe tarifaço de mais 12,5% ao Brasil por trabalho forçado
© FONTE: CN7
EUA propõe tarifaço de mais 12,5% ao Brasil por trabalho forçado CN7

O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) concluiu, nesta terça-feira (02), uma investigação comercial que tem o Brasil e outros 59 países como alvos e propôs uma tarifa adicional de 12,5% aos produtos brasileiros. A investigação apontou supostas falhas dessas economias para impedir a entrada de produtos fabricados com mão de obra forçada em seus mercados internos.

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A nova proposta ocorre um dia após o USTR recomendar tarifa adicional de 25% sobre importações dos produtos brasileiros, além da extinção do PIX. As duas medidas ainda passarão por consultas e audiências públicas, previstas para julho, antes da decisão final do governo de Donald Trump.

Segundo o USTR, a ausência de mecanismos eficazes para barrar a importação de produtos feitos com trabalho forçado cria concorrência desleal para empresas dos Estados Unidos que seguem padrões trabalhistas, o que justificaria a adoção de medidas comerciais. No relatório, o Brasil aparece entre as 54 economias que não conseguiram impor nem aplicar de forma efetiva proibição à importação de produtos fabricados com trabalho forçado. Na mesma lista, estão países como China, Argentina, Austrália, Japão, Reino Unido, Índia e África do Sul.

Confira a lista completa:

  1. Argélia;
  2. Angola;
  3. Argentina;
  4. Austrália;
  5. Bahamas;
  6. Bahrein;
  7. Bangladesh;
  8. Brasil;
  9. Camboja;
  10. Chile;
  11. República Popular da China;
  12. Colômbia;
  13. Costa Rica;
  14. República Dominicana;
  15. Egito;
  16. El Salvador;
  17. Guatemala;
  18. Guiana;
  19. Honduras;
  20. Hong Kong – território autônomo no sudeste da China;
  21. Índia;
  22. Iraque;
  23. Israel;
  24. Japão;
  25. Jordânia;
  26. Cazaquistão;
  27. Kuwait;
  28. Líbia;
  29. Malásia;
  30. Marrocos;
  31. Nova Zelândia;
  32. Nicarágua;
  33. Nigéria;
  34. Noruega;
  35. Omã;
  36. Peru;
  37. Filipinas;
  38. Catar;
  39. Rússia;
  40. Arábia Saudita;
  41. Cingapura;
  42. África do Sul;
  43. Coréia do Sul;
  44. Sri Lanka;
  45. Suíça;
  46. Taiwan;
  47. Tailândia;
  48. Trinidad e Tobago;
  49. Turquia;
  50. Emirados Árabes Unidos;
  51. Reino Unido;
  52. Uruguai;
  53. Venezuela; e
  54. Vietnã.

Além dos citados acima, Canadá, Equador, União Europeia, Indonésia, México e Paquistão foram classificadas pelo USTR como países que possuem mecanismos legais de restrição, mas não os aplicam de forma eficaz.

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Desta forma, o USTR propôs tarifa adicional de 10% para países que adotam algum mecanismo de combate à importação de produtos feitos com trabalho forçado. Para os demais – entre eles o Brasil – a sobretaxa sugerida é de 12,5%.

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