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Ceará / 27.07.2026

Indústria do Brasil perde espaço no mundo e Ceará busca inovação para reagir

O novo ranking da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (Unido), compilado pelo Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI), apontou que...

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POR O ESTADO

Publicado em 27/07/2026 às 01:04

Indústria do Brasil perde espaço no mundo e Ceará busca inovação para reagir
© FONTE: O Estado

O novo ranking da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (Unido), compilado pelo Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI), apontou que o Brasil ocupa, atualmente, a 69ª posição no cenário industrial internacional, de uma lista de 90 países. Em relação a 2025, a indústria nacional perdeu 22 posições e, se comparado a 2024, a queda é ainda maior, 36 colocações.

O resultado, que avaliou o primeiro trimestre de 2026, retoma o debate sobre competitividade da indústria de transformação, reforçando os desafios pautados em um ambiente marcado pela elevação dos juros, encargos tributários, despesas de produção e incertezas internacionais, sobretudo no comércio.

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Segundo dados divulgados do IBGE, a indústria do Ceará recuou 5,7% no primeiro trimestre de 2026, se comparado ao mesmo período de 2025, sendo a transformação a principal vítima dessa retração, influenciada por queda nos alimentos e nos segmentos têxtil e de calçados

No Ceará, de acordo com o coordenador de Pesquisa e Desenvolvimento e Inovação do Instituto Atlântico, Alex Monteiro, a indústria de transformação enfrenta o desafio de aumentar sua produtividade e competitividade em um cenário de rápidas transformações tecnológicas. Contudo, ele afirma que o Ceará tem condições favoráveis para mudar o cenário. “O Estado possui um ecossistema de inovação robusto, formado por universidades, centros de pesquisa e Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs). O desafio está em ampliar a conexão entre esses atores e o setor produtivo, transformando conhecimento em soluções que gerem ganhos reais de produtividade “, salientou.

Alex Monteiro destaca que enfrentar esse desafio passa por combinar ações imediatas e visões estratégicas que permitam arriscar de forma controlada e com uso responsável de recursos. Para ele, em um curto prazo, é possível obter ganhos por meio da qualificação das equipes, da revisão de processos e da adoção de ferramentas digitais. A médio prazo, é fundamental ampliar a transformação digital da indústria, incorporando Inteligência Artificial, robótica, automação, internet das coisas, análise de dados e visão computacional de alto desempenho.

A longo prazo, o coordenador acredita na inovação contínua, com investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I), fortalecimento de parcerias, universidades e ICTs e em políticas que estimulem a inovação industrial.

O pesquisador observa ainda que mesmo diante do cenário de retração, no Ceará, segmentos como: têxtil e confecção, couro e calçados, alimentos, metalurgia, química, energias renováveis e tecnologia têm potencial para ampliar sua competitividade à medida que incorporam modelos produtivos mais inteligentes.

“Na prática, já percebemos esse movimento nas empresas que procuram o Instituto Atlântico para desenvolver projetos de pesquisa aplicada. Existe uma demanda crescente por soluções de Inteligência Artificial, automação, visão computacional e análise de dados voltadas para inspeção de qualidade, manutenção preditiva, otimização de processos e apoio à tomada de decisão. Isso demonstra que parte da indústria já entende a inovação como um investimento estratégico, e não apenas como um custo”.

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