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Ceará / 27.07.2026

CNJ realiza em Fortaleza nova rodada de debates sobre Plano Pena Justa

Segundo órgão, Ceará possui 25.413 pessoas privadas de liberdade para 17.873 vagas, déficit de 7.540 vagas The post CNJ realiza em Fortaleza nova rodada de debates sobre Plano Pe...

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POR O ESTADO

Publicado em 27/07/2026 às 02:00

CNJ realiza em Fortaleza nova rodada de debates sobre Plano Pena Justa
© FONTE: O Estado

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) se reuniu com a Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) em Fortaleza para acompanhamento do Plano Pena Justa no Estado, política nacional criada pelo órgão, em conjunto com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) que pretende reestruturar o sistema prisional brasileiro. O plano estabelece cerca de 300 metas a serem cumpridas até 2027, como o combate a superlotação das unidades prisionais, a humanização dessas instituições e a reintegração social dos encarcerados.

O encontro reuniu entidades que integram a construção da política nacional e discutiu os passos futuros para fortalecer a política penal no Estado, que vem sendo discutido com a integração de entidades do Poder Judiciário, Executivo, Legislativo, Ministério Público do Ceará (MPCE), Defensoria Pública e organizações da sociedade civil. Conforme o CNJ, a reunião faz parte da agenda nacional que monitora o andamento do Plano Pena Justa nos estados brasileiros.

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Superlotação dos presídios cearenses

Entre os tópicos abordados na reunião, estão a implantação do primeiro Escritório Social do Ceará, projeto desenvolvido por meio de parceria entre a Alece e o Tribunal de Justiça do Estado do Ceará (TJCE). O projeto tem objetivo de atuar na condição de vulnerabilidade em que se encontra a população carcerária, bem como os seus familiares. A proposta é facilitar o acesso dessa categoria a serviços como emissão de documentos, atendimento em saúde, assistência social, educação e oportunidades de inserção no mercado de trabalho.

Segundo o coordenador do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema de Execução de Medidas Socioeducativas (DMF) no CNJ, desembargador Luís Geraldo Sant’Ana Lanfredi, as discussões sobre a implementação do plano revelam como o Estado brasileiro atua em face do cumprimento de penas e como o país se coloca diante da questão da segurança pública, tópico frequente entre as mesas de discussões do Governo do Estado.

O procurador-geral de Justiça do Ceará, Herbet Santos, pontuou que o Plano Pena Justa chega para resguardar os direitos humanos dos encarcerados. Já o subdefensor público geral do Estado do Ceará, Leandro Bessa, ressaltou a atuação de diferentes agentes da sociedade civil na implantação de melhorias na perspectiva do poder público.

O Ceará recebeu também o lançamento da Central de Regulação de Vagas (CRV), que pretende controlar a superlotação prisional no território cearense e o Emprega LAB, um espaço voltado à ampliação na oferta de emprego para a população carcerária, e investimentos na qualificação profissional dessa categoria. Estas iniciativas foram criadas tomando como base a população carcerária existente no Estado.

Dados do Levantamento de Informações Penais referentes ao segundo semestre de 2025 apontam que o Ceará possui 25.413 pessoas privadas de liberdade para 17.873 vagas, um déficit de 7.540 vagas. Segundo o CNJ, dos cerca de 25 mil detentos existentes no Estado no início de dezembro do ano passado, 12.816 exerciam atividades laborais, o equivalente a 50% da população prisional.

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