Construção civil busca reduzir emissões e avançar na agenda de descarbonização no Ceará
Se por um lado a construção civil é um dos pilares da economia, é também uma preocupação quando o assunto é o meio ambiente. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), em 2025,...
POR O ESTADO
Publicado em 24/07/2026 às 00:18
Se por um lado a construção civil é um dos pilares da economia, é também uma preocupação quando o assunto é o meio ambiente. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), em 2025, o setor foi responsável pela emissão de 34% do dióxido de carbono (CO₂) no mundo, além disso consome 32% de toda a energia utilizada no planeta.
O cenário brasileiro, segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, é menos preocupante, tendo em vista que o segmento responde por cerca de 6% das emissões de CO₂. Apesar do número menor que a média mundial, especialistas apontam que o desafio segue vivo.
Para minimizar esses danos no Ceará, o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará (Sinduscon-CE) mantém um Guia de Descarbonização na Construção Civil. A publicação inédita no país reúne orientações práticas e estratégicas para nortear empresas e profissionais do setor na redução de emissões de carbono.
Para o presidente da entidade, Patriolino Dias de Sousa, o guia é um marco para a construção civil no Ceará e no Brasil, uma vez que oferece diretrizes práticas que vão permitir o avanço sustentável do setor, contribuindo diretamente para reduzir a emissão de gases de efeito estufa, além de colaborar para um futuro mais responsável e consciente.
Para Paula Frota, vice-presidente da Área de Sustentabilidade do Sinduscon-CE, a descarbonização é um desafio e também uma oportunidade para repensar processos, inovar em soluções e construir um setor cada vez mais competitivo e responsável.
O especialista em suprimentos e sustentabilidade na construção civil, Angel Ibanez, destacou a importância do uso de novas tecnologias para minimizar os danos causados, principalmente pelo cimento e pelo aço usados nos canteiros de obras. Ibanez afirma que o concreto e o aço representam quase 70% das emissões na área construção civil e que, atualmente, já existem tecnologias que produzem materiais mais eficientes, contudo cabe ao construtor e ao incorporador buscar e aplicar essas práticas.
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