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Ceará / 24.07.2026

Fortalezense está mais confiante na economia, mas 69,6% estão endividados

A percepção e expectativa do fortalezense sobre a economia anda em alta é o que aponta pesquisa da Federação do Comércio de Bens Serviços e Turismo (Fecomércio-CE), por meio do Ins...

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POR O ESTADO

Publicado em 24/07/2026 às 01:14

Fortalezense está mais confiante na economia, mas 69,6% estão endividados
© FONTE: O Estado

A percepção e expectativa do fortalezense sobre a economia anda em alta é o que aponta pesquisa da Federação do Comércio de Bens Serviços e Turismo (Fecomércio-CE), por meio do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Ceará (IPDC), divulgada nesta semana.

A pesquisa mostra o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) de Fortaleza com 127,2 pontos em julho de 2026. O resultado é 13,5 maior que o apresentado em julho de 2025. Com relação a junho, o aumento foi de 1,8 ponto. Já o Índice de Situação Presente (ISP), apresentado neste mês, foi de 120,2. O número é 12,8 pontos maior que o registrado em 2025, quando o ISP marcou 107,4 pontos. Quando comparado a junho, esse marcador teve crescimento de 2,6 pontos.

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Outro item importante analisado foi o Índice de Expectativas Futuras (IEF) que, também apresentou números positivos. Esse quesito pontuou em 131,9 pontos, em julho de 2026, contra 117,8 no mesmo período de 2025. Alta de 12,8 pontos.

Outro recorte considerado positivo na pesquisa foi que 63,5% dos entrevistados consideraram “boa” a expectativa sobre a situação econômica do país para os próximos 12 meses. O índice chega a 66%, quando o prazo se estende para cinco anos. Sobre a perspectiva da situação econômica da família nos próximos 12 meses, 65,5% consideraram “boa”.

Endividamento

Ao passo que há percepções positivas, o endividamento se evidencia na capital. A mesma pesquisa da Fecomércio-CE mostra que o número de consumidores endividados cresceu. Se em 2025, o percentual era de 65,6%, neste ano a taxa atingiu 69,6%.

As mulheres têm a maior taxa de endividamento com 70,7%. No recorte da faixa etária, pessoas de 25 a 34 anos estão entre os maiores devedores com 75,5%. No aspecto da escolaridade, aqueles com ensino fundamental são os que mais devem, atingindo a marca de 73,4%. Quando se calcula pela renda familiar, os mais endividados são os que possuem renda de 3 a 7 salários-mínimos, com 72,5%.

Por outro, o estudo mostra que o percentual de dívidas em atraso caiu em um ano. Em 2025, o percentual foi de 22,6%, já neste ano, o número caiu para 16,8%. Entre as mulheres, o percentual ficou em 19,6% de endividadas. O comprometimento da renda familiar também reduziu de julho a julho. No ano passado, o percentual era de 44,1%, enquanto neste ano, o número caiu para 41%.

Sobre endividamento feminino, o professor e economista Ricardo Coimbra destaca o aumento da responsabilidade financeira, assim como a diferença salarial de gênero. “É interessante observar que houve um crescimento significativo de mulheres chefe de família e o dado histórico também mostra que o nível de renda das mulheres é abaixo do salário médio dos homens. O que significa dizer que o crescimento de mulheres como chefe de família, tendo um nível de renda mais baixo que o dos homens, potencializa essa situação. Não só de comprometimento de renda, como de endividamento e de inadimplência”, explica o professor.

Acerca das compras parceladas, a pesquisa da Fecomércio apresenta que 61,3% dos entrevistados parcelaram compras ou serviços vinculados à alimentação, outros 31% com tratamento de saúde e 27,3% com vestuário. O cartão de crédito é disparado o meio mais usado para parcelamento com 82,4%.

O economista apresentou preocupação quanto ao parcelamento de compras vinculadas à alimentação. “Isso é um aspecto extremamente negativo, visto que o alimento é uma necessidade orgânica. Quando você faz parcelamento de outros produtos como vestuário e calçados, mostra que você está fazendo o gerenciamento das suas compras, a partir do momento que parcela arroz e feijão, mostra que o seu nível de comprometimento de renda está muito elevado”.

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