Casos de vírus sincicial respiratório diminuem no Brasil, aponta Fiocruz
A circulação do vírus sincicial respiratório (VSR) apresenta redução em grande parte do Brasil, segundo o novo Boletim InfoGripe divulgado nesta quinta-feira (16/07) pela Fundação ...
POR A NOTICIA DO CEARÁ
Publicado em 18/07/2026 às 08:00
A circulação do vírus sincicial respiratório (VSR) apresenta redução em grande parte do Brasil, segundo o novo Boletim InfoGripe divulgado nesta quinta-feira (16/07) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O vírus, que afeta principalmente crianças de até dois anos, é apontado como uma das principais causas de bronquiolite nessa faixa etária.
O levantamento mostra que a queda nos registros de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre crianças de até quatro anos está diretamente relacionada à diminuição das internações provocadas pelo VSR em diversas regiões do país. Apesar do cenário de melhora, a doença ainda mantém índices elevados em alguns estados.

Entre as unidades da Federação, cinco apresentam situação de alerta, risco ou alto risco para SRAG, com tendência de aumento dos casos no longo prazo. O grupo reúne Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
A redução dos casos graves também ocorre em outras faixas etárias, mas por diferentes motivos. Nos jovens, adultos e idosos, a queda das hospitalizações está associada principalmente à menor incidência de influenza A. Já entre crianças de cinco a 14 anos, o recuo é influenciado sobretudo pela diminuição dos casos graves causados pelo rinovírus.
Como forma de reduzir a transmissão dos vírus respiratórios, a Fiocruz recomenda a adoção de medidas de prevenção, como higienização frequente das mãos, proteção do rosto ao tossir ou espirrar e afastamento das atividades presenciais em caso de sintomas gripais. Quando o isolamento não for possível, a orientação é utilizar máscara. A instituição também reforça a importância de manter a vacinação em dia.
Cenário de incidência e mortalidade
A análise das últimas oito semanas epidemiológicas aponta que a SRAG continua concentrando maior impacto nos extremos das faixas etárias. Enquanto crianças de até dois anos apresentam as maiores taxas de incidência da doença, os idosos com 65 anos ou mais registram os maiores índices de mortalidade.

Nos primeiros anos de vida, os casos graves estão relacionados principalmente ao vírus sincicial respiratório. Já entre a população idosa, a influenza A aparece como principal causa associada aos óbitos por SRAG. Contra esse vírus, existe vacina disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Números de 2026
Os dados epidemiológicos da Fiocruz apontam que 115.203 casos de SRAG foram notificados no Brasil em 2026. Desse total, 60.200 registros (52,3%) tiveram confirmação laboratorial para algum vírus respiratório, enquanto 39.743 (34,5%) apresentaram resultado negativo e 8.218 (7,1%) ainda aguardam conclusão dos exames.
Entre os casos positivos identificados no ano, o VSR representa a maior parcela, com 40,2% das confirmações. O rinovírus aparece na sequência, com 30,2%, seguido pela influenza A (20,8%), influenza B (4,5%) e Sars-CoV-2, responsável pela Covid-19, também com 4,5%.
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