Ultraprocessados são associados a uma em cada quatro mortes, aponta estudo
Os alimentos ultraprocessados, cada vez mais presentes na alimentação da população, voltaram a ser alvo de alerta da comunidade científica. Um estudo apresentado durante o Congress...
POR CEARÁ AGORA
Publicado em 18/07/2026 às 08:56
Os alimentos ultraprocessados, cada vez mais presentes na alimentação da população, voltaram a ser alvo de alerta da comunidade científica. Um estudo apresentado durante o Congresso Internacional de Obesidade 2026 (ICO 2026), promovido pela Federação Mundial de Obesidade (WOF), aponta que esse tipo de alimento pode estar relacionado a 25% das mortes registradas em um ano no Canadá.
A pesquisa também identificou uma associação entre o consumo frequente de produtos ultraprocessados e o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, reforçando preocupações já levantadas por estudos anteriores sobre os impactos desses alimentos na saúde.
Segundo os pesquisadores, embora as estimativas possam variar entre os países, resultados semelhantes são esperados em outras nações de alta renda, onde os ultraprocessados representam uma parcela significativa da alimentação da população.
Os alimentos ultraprocessados são produtos industrializados que passam por diversas etapas de fabricação e costumam conter ingredientes como conservantes, corantes, aromatizantes, emulsificantes e grandes quantidades de açúcar, sódio e gorduras.
Os especialistas destacam que a substituição de alimentos in natura e minimamente processados por produtos ultraprocessados tem sido apontada como um dos fatores que contribuem para o aumento da obesidade, do diabetes, da hipertensão e de doenças do coração.
O estudo foi publicado na revista científica The American Journal of Preventive Medicine e reforça a importância da adoção de hábitos alimentares mais saudáveis como estratégia para a prevenção de doenças crônicas e a redução da mortalidade.