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Política / 05.08.2026

'Eu não sou o Bukele', diz Renan Santos ao falar de segurança pública

Natuza Nery, Andréia Sadi e Renan Santos (Missão) Globo/João Cotta O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) afirmou nesta quarta-feira (5) que não prete...

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POR G1 POLÍTICA

Publicado em 05/08/2026 às 14:38

'Eu não sou o Bukele', diz Renan Santos ao falar de segurança pública
© FONTE: G1 Política


Natuza Nery, Andréia Sadi e Renan Santos (Missão) Globo/João Cotta O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) afirmou nesta quarta-feira (5) que não pretende reproduzir no Brasil as medidas de segurança pública adotadas pelo presidente de El Salvador, Nayib Bukele. Embora tenha dito admirar a capacidade do governo salvadorenho de enfrentar o crime organizado, o presidenciável afirmou que o contexto brasileiro é diferente e que sua atuação respeitará os limites da Constituição. A declaração foi feita durante entrevista ao g1 e à GloboNews, realizada nesta quarta-feira (5), com Renan Santos, candidato à Presidência da República pelo partido Missão. "Eu não sou o Bukele, eu sou brasileiro. Meu nome é Renan Santos. Eu não sou neto de palestinos. Eu tenho outra família, eu nasci na Mooca. Eu moro no Brasil", afirmou. Questionado sobre o modelo de segurança pública implementado pelo presidente de El Salvador, Nayib Bukele, Renan Santos afirmou que admira a "capacidade de ação e resolução do Estado", mas negou que pretenda reproduzir no Brasil medidas como prisões sem mandado judicial, julgamentos coletivos ou detenções baseadas apenas em denúncias anônimas. Segundo o candidato, as políticas adotadas em El Salvador respondem a uma realidade diferente da brasileira e não poderiam ser simplesmente transplantadas para o país. Ele disse que pretende atuar dentro dos limites da Constituição e defendeu que o enfrentamento ao crime organizado leve em conta as características de facções como o PCC. "A vontade de agir para resolver esses problemas tem que ser a mesma", afirmou. Durante a entrevista, Renan foi questionado ponto a ponto sobre medidas adotadas pelo governo Bukele. Ele respondeu que não defende prisões sem mandado nem o aumento do tempo de prisão sem ordem judicial, por considerar que a Constituição exige autorização da Justiça. Também afirmou que não apoia julgamentos coletivos e disse que o enquadramento de integrantes de facções deve ser precedido de investigação. Sobre o habeas corpus, porém, defendeu restringir o benefício para condenados por crimes hediondos.

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