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Ceará / 21.07.2026

“Baixa adesão” encerra vacinação no Aeroporto de Fortaleza antes do prazo

Comunicado oficial da Prefeitura informou que ação se estenderia até esta quarta-feira (22). No entanto, a pasta encerrou as atividades no equipamento aeroportuário nesta terça (21...

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POR O ESTADO

Publicado em 21/07/2026 às 18:29

“Baixa adesão” encerra vacinação no Aeroporto de Fortaleza antes do prazo
© FONTE: O Estado

Prevista para encerrar nesta quarta-feira (22), a vacinação realizada no Aeroporto Internacional Pinto Martins pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS) contra sarampo e influenza chegou ao fim antes do prazo. No início desta semana, o comunicado oficial da Prefeitura de Fortaleza informou que a ação se estenderia até o dia 22. O posto localizado no equipamento aeroportuário, no entanto, terminou as atividades nesta terça-feira (21), um dia depois do começo da iniciativa, na segunda-feira (20).

Procurada pelo jornal para outras informações sobre a campanha até então em exercício, a SMS sinalizou que a adesão foi baixa. “Mediante isso, a equipe finalizou as ações hoje”, disse a secretaria. Em nota enviada minutos depois por email, a pasta informou: “A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) informa que a ação de vacinação realizada no Aeroporto Internacional Pinto Martins ocorreu nesta segunda e terça-feira (20 e 21/07), com as vacinas contra sarampo e influenza”.

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Ações futuras

Mesmo com o encerramento antecipado da ação no aeroporto, a SMS acrescenta que manterá a oferta de vacinas em outro evento de grande público nesta semana. Entre os dias 22 e 26 de julho, equipes de imunização da secretaria estarão presentes no Festival Halleluya 2026, que acontece no Condomínio Espiritual Uirapuru (CEU), disponibilizando doses das vacinas contra influenza e tríplice viral.

A vacinação ocorre das 18h às 21h entre os dias 22 e 24 de julho e das 16h às 19h nos dias 25 e 26. O atendimento é voltado para moradores de Fortaleza, que devem apresentar um documento oficial com foto e estar cadastrados em uma unidade de saúde da capital.

Além da imunização, a estrutura de saúde do festival terá, segundo a SMS, dois Postos Médicos Avançados (PMAs), preparados para atender ocorrências durante o evento. A operação terá quatro ambulâncias e 28 profissionais de saúde, entre médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e agentes administrativos. Os postos também contarão com salas de acolhimento, observação, realização de pequenos procedimentos e estabilização de pacientes, com possibilidade de remoção para unidades hospitalares quando necessário.

A estratégia busca aproveitar a concentração de público para ampliar a cobertura vacinal e oferecer assistência em saúde aos participantes. A expectativa é que o Halleluya reúna 1 milhão de pessoas ao longo dos cinco dias de programação.

Importância da vacina

Para a epidemiologista Ligia Kerr, a iniciativa de descentralização da oferta de imunizantes, como em aeroportos e eventos, são importantes para reforçar o papel da vacinação na prevenção de doenças potencialmente agravantes. “O sarampo é uma doença grave e muito contagiosa. Pode matar e deixar sequelas graves. A forma principal e mais eficaz é a vacinação”, disse a médica.

Segundo a pesquisadora, a iniciativa ganha ainda mais relevância diante do aumento de casos de sarampo em países como os Estados Unidos. “No caso do sarampo, a preocupação aumenta porque há um crescimento de casos em países como os EUA, que reduziram a cobertura vacinal. Com o intenso fluxo de viajantes entre os dois países, especialmente durante grandes eventos internacionais, o risco de importação da doença também aumenta”, afirma.

No cenário nacional, Lígia afirma que o Brasil registrou um aumento de casos isolados de sarampo nos últimos anos, mas mantém o status de território livre da doença, por não haver uma concentração de transmissão que persiste. “Os casos registrados recentemente foram classificados como importados, ou seja, adquiridos em outros países. Não existe transmissão sustentada no território brasileiro, mas isso só é possível porque mantemos uma vigilância constante e precisamos garantir altas coberturas vacinais”, conclui. (Por Júlia Lopes, estagiária sob supervisão de editores)

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