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Regional / 21.07.2026

Guerra de denúncias na Câmara de Camocim coloca James do Peixe e Marcos Coelho frente a frente

 A crise política na Câmara Municipal de Camocim ganhou um novo capítulo após o confronto envolvendo os vereadores James do Peixe e Marcos Coelho. Depois da confusão registrad...

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POR REVISTA CAMOCIM

Publicado em 21/07/2026 às 19:13

Guerra de denúncias na Câmara de Camocim coloca James do Peixe e Marcos Coelho frente a frente
© FONTE: Revista Camocim

 


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A crise política na Câmara Municipal de Camocim ganhou um novo capítulo após o confronto envolvendo os vereadores James do Peixe e Marcos Coelho. Depois da confusão registrada na sessão ordinária do dia 18 de maio de 2026, os dois parlamentares protocolaram denúncias um contra o outro, ambos pedindo a abertura de processo disciplinar por quebra de decoro parlamentar.


No dia 19 de maio, Marcos Coelho foi o primeiro a formalizar representação. No documento, ele afirma que foi vítima de agressão física e moral praticada por James do Peixe logo após o encerramento da sessão, dentro do plenário da Câmara. Segundo o vereador, o episódio ocorreu na presença de parlamentares, servidores e outras pessoas que acompanhavam os trabalhos legislativos.


Na denúncia, Marcos sustenta que a conduta de James representa grave violação ao decoro parlamentar, compromete a ordem e a segurança da Casa Legislativa e afronta a autoridade da Presidência. Por isso, pediu a instauração imediata de procedimento disciplinar, com aplicação das penalidades previstas no Regimento Interno e no Código de Ética, inclusive as sanções mais severas cabíveis.


Dias depois, em 28 de maio, foi a vez de James do Peixe apresentar sua representação contra Marcos Coelho. O vereador afirma que, durante o grande expediente da mesma sessão, foi alvo de ofensas pessoais e, após o encerramento dos trabalhos, recebeu ameaças do colega parlamentar.


James relata que Marcos teria afirmado que "não tinha medo" dele e que "não ia ficar assim". Segundo a representação, ao perguntar se estava sendo ameaçado, ouviu como resposta um "sim", situação que, de acordo com o documento, fez com que ele se sentisse ameaçado, juntamente com sua esposa e seus filhos.


Na denúncia, James também acusa Marcos de utilizar palavras ofensivas durante seu discurso na tribuna, alegando que as declarações extrapolaram os limites da imunidade parlamentar e atingiram sua honra e dignidade. Com base na Constituição Federal, no Decreto-Lei nº 201/1967, no Código de Ética e no Regimento Interno da Câmara, o vereador pede a abertura de processo disciplinar, a produção de provas e, ao final, a aplicação das sanções cabíveis, podendo culminar na cassação do mandato de Marcos Coelho.


As duas representações tratam do mesmo episódio ocorrido no plenário da Câmara Municipal de Camocim e colocam frente a frente versões opostas sobre os acontecimentos. Caberá agora aos órgãos competentes da Casa analisar as denúncias, garantir o direito de defesa dos envolvidos e decidir se há elementos para aplicação de eventuais sanções disciplinares.


Carlos Jardel 

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