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Regional / 19.10.2026

VP da WEG defende novas receitas para ampliar mercado de baterias no Brasil

A WEG defende avanços na regulação para permitir que os sistemas de armazenamento de energia em baterias, conhecidos como BESS, sejam remunerados pelos diferentes serviços que pre...

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POR SOBRAL ONLINE

Publicado em 19/10/2026 às 14:25

VP da WEG defende novas receitas para ampliar mercado de baterias no Brasil
© FONTE: Sobral OnLine

A WEG defende avanços na regulação para permitir que os sistemas de armazenamento de energia em baterias, conhecidos como BESS, sejam remunerados pelos diferentes serviços que prestam ao setor elétrico. Segundo Manfred Peter Johann, vice-presidente de Automação e Sistemas da companhia, combinar fontes de receita é necessário para desenvolver o mercado, além do primeiro leilão previsto para dezembro.

“O primeiro leilão é fundamental para criar escala, mas o mercado não pode depender exclusivamente dele”, afirmou em entrevista à CNN.

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Entre as atividades citadas pelo executivo estão a disponibilidade de capacidade, a arbitragem de energia, o controle de frequência e tensão, os serviços ancilares e o suporte à rede.

“Quando conseguirmos combinar essas diferentes fontes de receita, o BESS passa a ter uma lógica econômica própria e tende a ser considerado naturalmente em projetos de geração, transmissão, distribuição e também por consumidores industriais”, disse.

Para os projetos que serão contratados nos leilões de dezembro, as diretrizes do Ministério de Minas e Energia preveem remuneração por disponibilidade de potência, com contratos de 15 anos e início de suprimento em 1º de agosto de 2028.

Nesse modelo, a Portaria Normativa MME nº 136 determina que a receita fixa deve remunerar integralmente os usos que o Operador Nacional do Sistema Elétrico fizer dos empreendimentos vencedores, observados os compromissos contratados, sem receitas adicionais fora do Contrato de Potência de Reserva de Capacidade.

A energia utilizada na recarga e a injetada pelos sistemas serão liquidadas no mercado de curto prazo. Os resultados positivos e negativos dessa liquidação serão destinados à Conta de Potência para Reserva de Capacidade, conforme os limites estabelecidos na portaria.

Johann projeta que, em 2030, o armazenamento será uma parte habitual dos investimentos do setor elétrico brasileiro. Ele relaciona essa perspectiva ao crescimento da geração solar e eólica, à necessidade de flexibilidade, às restrições de transmissão e à demanda por confiabilidade e qualidade de energia.

Além do leilão, a WEG identifica oportunidades em aplicações comerciais e industriais, data centers, microrredes e serviços para a rede, tanto no Brasil quanto no exterior.

A companhia ampliou em setembro o projeto de sua fábrica de sistemas de armazenamento em Itajaí, em Santa Catarina. Com investimento total estimado de R$ 330 milhões, a unidade terá capacidade de produção de 4 GWh por ano. O início das operações está previsto para o segundo semestre de 2027.

“Estamos fazendo um investimento de longo prazo porque entendemos que o armazenamento será uma parte cada vez mais relevante do sistema elétrico”, afirmou.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte:CNN Brasil

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