Tarifas dos EUA: relatório de escritório gera 8,6 milhões de menções nas redes sociais; maior parte é negativa
O relatório divulgado pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) que propõe a aplicação de novas tarifas alfandegárias contra o Br...
POR G1 POLÍTICA
Publicado em 02/06/2026 às 18:39
O relatório divulgado pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) que propõe a aplicação de novas tarifas alfandegárias contra o Brasil provocou milhões de reações de brasileiros nas redes sociais. Entre as 8h e as 13h desta terça-feira (2), o tema acumulou 8.676.309 menções nas redes sociais, segundo um levantamento realizado pela Ativaweb DataLab. De maneira geral, os dados revelam uma insatisfação: 68% das menções monitoradas expressam um sentimento negativo em relação ao relatório do órgão americano. Isso mostra que o debate não está mais restrito ao mundo político e empresarial; ele ganhou também uma parcela da sociedade brasileira. A análise do comportamento dos usuários mostra que a insatisfação vai além das críticas ao texto do USTR. Das 5,8 milhões de menções que expressam sentimentos negativos: 81% (4,7 milhões) são contrárias à aplicação das tarifas contra o Brasil. 74% (4,3 milhões) das publicações ainda destacam a necessidade de se defender a soberania nacional diante das pressões externas. Lula associa 'filhos de Bolsonaro' a novo tarifaço proposto pelos EUA O levantamento indica que o tema tem uma grande capacidade de mobilizar a esfera digital contra esse tipo de medida protecionista. Além disso, uma parcela significativa dos usuários nas redes sociais começou a associar o avanço das sanções americanas ao histórico diplomático recente do país, direcionando críticas e colocando o desgaste da situação "na conta" da família do ex-presidente Jair Bolsonaro.