Suspeito é preso pela PF por fornecer armas para facção criminosa que estava no Suriname
A PF (Polícia Federal) brasileira prendeu neste domingo (21) um suposto fornecedor de armas à uma organização criminosa. Segundo as investigações, o suspeito estava no Suriname e t...
POR O ESTADO
Publicado em 22/06/2026 às 19:19
A PF (Polícia Federal) brasileira prendeu neste domingo (21) um suposto fornecedor de armas à uma organização criminosa. Segundo as investigações, o suspeito estava no Suriname e teria movimentado cerca de R$ 150 milhões em ações ligadas ao grupo criminoso. Ele foi identificado como Arnaldo Ribeiro.
Ao todo, a Operação Red Fox cumpriu 4 mandados de prisão -outras 9 pessoas não foram encontradas e são consideradas foragidas. A 5ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro também determinou o bloqueio de R$ 500 milhões em bens e a suspensão das atividades de empresas apontadas como de fachada.
Conforme a PF e o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público Federal), Ribeiro negociou a compra de dez fuzis AK-47 para a organização. Ele e sua esposa foram localizados e presos pela polícia do Suriname em uma mansão em Paramaribo, a capital do país. O casal foi então extraditado e enviado para Belém (PA).
As investigações apontam que Ribeiro mantinha contato com Edgard Alves Andrade, o Doca, suspeito de ser o principal líder nas ruas em nome da facção. Ele era um dos alvos da operação, mas não foi localizado pelos agentes.
Além do casal, outros dois investigados foram presos no Brasil. Segundo a polícia, um homem foi detido no Rio de Janeiro suspeito de utilizar contas pessoais e empresariais para dispersar o dinheiro da facção e realizar pagamentos a fornecedores.
Em Tabatinga (AM), foi preso um homem sob suspeita de ser responsável por uma empresa utilizada para movimentar recursos da organização criminosa na região amazônica, especialmente em operações relacionadas ao tráfico de drogas e armas. O responsável pela gestão financeira do grupo e o operador do esquema seguem foragidos, segundo a polícia.
As apurações indicam que o suspeito de fornecer armas teria negociado diretamente com a liderança da facção a aquisição do lote de armamentos. Segundo os investigadores, os valores foram depositados de forma parcelada para dificultar o rastreamento das movimentações financeiras.
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