Republicanos decide pela neutralidade na disputa presidencial e impõe derrota política a Flávio Bolsonaro
O Republicanos decidiu, nesta terça-feira (4), durante convenção nacional realizada em Brasília, adotar neutralidade na eleição presidencial de 2026. A decisão representa um revés ...
POR CEARÁ AGORA
Publicado em 04/08/2026 às 14:37
O Republicanos decidiu, nesta terça-feira (4), durante convenção nacional realizada em Brasília, adotar neutralidade na eleição presidencial de 2026. A decisão representa um revés para o pré-candidato do PL, Flávio Bolsonaro, que buscava o apoio da legenda para ampliar sua coligação, aumentar o tempo de propaganda no rádio e na televisão e viabilizar a indicação da ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Daniella Marques, como candidata a vice-presidente.
De acordo com o presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, a posição do partido foi definida pela maioria dos diretórios estaduais. Ao todo, 17 diretórios votaram pela neutralidade, enquanto nove defenderam apoio a Flávio Bolsonaro e um diretório, o de Pernambuco, manifestou apoio à candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A convenção reuniu lideranças nacionais da legenda, entre elas o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), a deputada Rosangela Gomes (Republicanos-RJ), integrantes da Executiva Nacional e parlamentares do partido.
Após o encontro, Marcos Pereira afirmou que a decisão inviabiliza a indicação de um nome do Republicanos para compor a chapa presidencial de Flávio Bolsonaro. Segundo ele, o pré-candidato do PL deverá buscar um vice dentro do próprio partido ou em outra legenda.
“Ele vai conseguir dentro do PL, se ele não conseguir um outro partido que possa oferecer a vice”, declarou Pereira.
Apesar da neutralidade oficial, o presidente do Republicanos disse que apoiará pessoalmente a campanha de Flávio Bolsonaro, ressaltando, no entanto, que a posição institucional da legenda reflete a vontade da maioria dos diretórios estaduais.
Marcos Pereira revelou ainda que, até a véspera da convenção, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), defendia que o partido apoiasse nacionalmente a candidatura de Flávio Bolsonaro, justamente para fortalecer sua campanha com maior tempo de televisão e ampliar a aliança eleitoral.
A decisão do Republicanos mantém a legenda fora de uma aliança nacional na disputa pelo Palácio do Planalto e frustra uma das principais estratégias do PL para fortalecer a candidatura de Flávio Bolsonaro na corrida presidencial de 2026.