Professores da Uece ajudam IBGE a desenhar novo relevo do Brasil
Uma boa notícia está chegando: a geografia cearense ganhou um novo reconhecimento na cartografia nacional. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) acaba de divulg...
POR SOBRAL ONLINE
Publicado em 04/11/2026 às 16:29

Uma boa notícia está chegando: a geografia cearense ganhou um novo reconhecimento na cartografia nacional. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) acaba de divulgar o novo Mapa dos Macrocompartimentos de Relevo do Brasil, que identificou seis conjuntos montanhosos no Ceará: Serra da Meruoca, Serra de Uruburetama, Serra de Baturité, Serra das Matas, Maciços Centrais e Serra do Pereiro.
Essa atualização foi resultado do Sistema Brasileiro de Classificação de Relevo (SBCR), iniciativa que reúne aproximadamente 70 pesquisadores de diferentes regiões do país, entre eles os professores Francisco Leandro de Almeida Santos, da Faculdade de Filosofia Dom Aureliano Matos (Fafidam), unidade da Universidade Estadual do Ceará (Uece) em Limoeiro do Norte, e Davi Rodrigues Rabelo, também docente de Geografia da instituição.
A rede de colaboração científica envolveu o IBGE, o Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM), a União da Geomorfologia Brasileira (UGB) e especialistas em Geomorfologia de universidades brasileiras.
O novo mapeamento apresenta uma classificação do território nacional em cinco grandes categorias: montanhas, planaltos, superfícies rebaixadas, planícies e tabuleiros. O levantamento representa um avanço no conhecimento sobre as características físicas do Brasil e oferece subsídios para pesquisas científicas, o ensino de Geografia e o planejamento territorial e ambiental.
Reconhecimento das montanhas cearenses – Um dos diferenciais da nova classificação é a adoção de critérios geomorfológicos que consideram a configuração das formas de relevo na paisagem. Pelo SBCR, são classificadas como montanhas as áreas com amplitude altimétrica superior a 300 metros em relação aos terrenos vizinhos, geralmente caracterizadas por vertentes íngremes e topos aguçados ou alongados, conhecidos como cristas.
Essas formações estão, em geral, associadas a conjuntos contínuos de relevo dissecado, desenvolvidos tanto em sistemas orogênicos quanto em áreas cratônicas.
De acordo com os pesquisadores da Uece, a metodologia priorizou a forma e a expressão espaciais do relevo, levando em conta sua amplitude altimétrica, em vez de considerar apenas a altitude em relação ao nível do mar ou a associação com processos tectônicos recentes.
Dessa forma, o reconhecimento de seis conjuntos montanhosos no Ceará decorreu da aplicação de parâmetros científicos atualizados, que contribuem para uma compreensão mais abrangente da diversidade das paisagens brasileiras e cearenses. Além de ampliar o conhecimento sobre o patrimônio natural do estado, o levantamento abre novas possibilidades para estudos geomorfológicos, ações de conservação ambiental e abordagens do relevo no ensino de Geografia.
Fonte:Diário do Nordeste
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