Professora morre após ser diagnosticada com ansiedade e receber alta no RJ
Uma professora de 26 anos morreu após procurar atendimento médico e receber alta duas vezes em uma unidade municipal de saúde de Irajá, zona Norte do Rio de Janeiro, na última sex...
POR SOBRAL ONLINE
Publicado em 02/09/2026 às 14:13

Uma professora de 26 anos morreu após procurar atendimento médico e receber alta duas vezes em uma unidade municipal de saúde de Irajá, zona Norte do Rio de Janeiro, na última sexta-feira (29).
A vítima, identificada como Giulia Silva de Araújo, deu entrada na emergência do Hospital Municipal Francisco da Silva Telles pela primeira vez com queixas de dor no peito e sintomas compatíveis com um quadro cardíaco. A mulher passou por diversos exames e foi liberada pela unidade.
No mesmo dia, quase três horas depois, a professora retornou ao hospital relatando os mesmos sintomas e foi conduzida para uma segunda bateria de exames, inclusive sendo prescrito um hemograma completo e radiografia do tórax. Giulia recebeu alta novamente após a realização dos exames.
De acordo com a família da vítima, o hospital tratou o quadro clínico de Giulia como uma crise de ansiedade, concedendo alta após medicação com dexametasona.
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A professora passou mal mais uma vez e foi levada a outro hospital, mais próximo de sua residência. No entanto, sofreu um infarto e morreu ainda no mesmo dia.
Diagnóstico de ansiedade
Em relato nas redes sociais, amigos e familiares da vítima afirmaram que o Hospital Municipal Francisco da Silva Telles tratou os sintomas de Giulia como uma crise de ansiedade, mesmo apresentando sinais compatíveis com um quadro cardíaco.
De acordo com a família, na segunda vez em que Giulia buscou o hospital, ela chegou a desmaiar e apresentar sintomas mais graves durante o atendimento, mas, ainda assim, o quadro foi novamente tratado como ansiedade.
Em um trecho do relato, os familiares cobraram respostas da unidade hospitalar e afirmaram que os exames apresentavam alterações que “precisam ser esclarecidas”.
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questionaram familiares de Giulia Silva
Outro lado
A direção do Hospital Municipal Francisco da Silva Telles, por sua vez, informou que prestou toda a assistência à paciente de acordo com o quadro clínico apresentado em cada avaliação.
Segundo a unidade, Giulia foi ao hospital relatando dores no peito e foi prontamente atendida, tendo recebido todos os cuidados indicados para o seu quadro, incluindo exames estabelecidos em protocolo para diagnóstico imediato de casos cardíacos agudos.
Conforme a nota, todos os exames apresentaram resultados dentro dos parâmetros de normalidade: frequência cardíaca, frequência respiratória, pressão arterial, temperatura e saturação de oxigênio.
Além disso, o hospital ainda afirmou que Giulia também passou por exame de eletrocardiograma, determinante na detecção de quadros cardíacos de maior gravidade, e o resultado não apresentou qualquer alteração.
Com a aparente normalidade dos resultados e dos indicadores vitais, foram prescritos medicamentos para os sintomas relatados, e a paciente recebeu alta médica com as “devidas orientações”.
No mesmo dia, Giulia retornou à unidade e foi mais uma vez atendida imediatamente. Diante da persistência de seus sintomas, a equipe médica repetiu os exames realizados no primeiro atendimento e prescreveu ainda hemograma completo e radiografia do tórax.
Também nesta segunda bateria de exames, de acordo com o hospital, não foi detectada nenhuma alteração. Giulia recebeu no próprio hospital medicação para os sintomas apresentados até então e permaneceu em observação. Às 13h19 foi reavaliada e, como os indicadores vitais permaneceram dentro da normalidade, foi prescrita a alta médica pela segunda vez.
Em nota, o Hospital Municipal Francisco da Silva Telles lamentou o falecimento de Giulia e ressaltou que “prestou toda a assistência à paciente de acordo com o quadro clínico apresentado”. A direção da unidade ainda afirmou que segue à disposição da família para mais esclarecimentos.
O caso é investigado pela 59ª DP (Duque de Caxias), onde as diligências seguem em andamento para apurar as circunstâncias da morte.
Fonte:CNN Brasil
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