Presidente do BC compara cartão de crédito brasileiro a jabuticaba: 'é uma fruta legal, mas tem coisa que você não quer ser o único a ter’
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, comparou nesta sexta-feira (25), o sistema brasileiro de cartão de crédito a uma jabuticaba, ou seja, algo único no mundo, e de...
POR G1 POLÍTICA
Publicado em 24/07/2026 às 12:56
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, comparou nesta sexta-feira (25), o sistema brasileiro de cartão de crédito a uma jabuticaba, ou seja, algo único no mundo, e defendeu que, com o passar do tempo, o país caminhe para um arranjo de pagamentos mais parecido com o que acontece em outras economias. Durante participação na XP Expert, em São Paulo, Galípolo lembrou que o juro do cartão de crédito rotativo está atualmente, em 15% ao mês (acima de 400% ao ano), enquanto a taxa básica da economia, fixada pelo Banco Central para conter a inflação, está em 14,25% ao ano. Ele concluiu que a taxa de juros do cartão de crédito é "pouco sensível" à fixação do juro básico pela autoridade monetária, e concluiu que isso pode estar relacionado com a evolução e história da economia brasileira — marcada pela hiperinflação. "Estrutura acontece dessa maneira por atavismos [característica comportamental de um ancestral remoto] de quando a gente tinha inflação mais alta, o [cheque] 'pré-datado , o cheque que é bom pra quando'. Quando você tenta explicar a um estrangeiro a expressão 'passa à vista no crédito'. Para pra pensar nessa expressão. Quando você olha pro resto do mundo, isso não existe. Se passa no cartão, vai quitar em dois dias [no resto do mundo], na Argentina em 15, a gente [no Brasil] vai quitar em 30 [dias]", disse Galípolo.