Polícia Civil ouve Bolsonaro sobre arma apreendida em blitz no DF
A Polícia Civil do Distrito Federal ouviu nesta terça-feira (23) o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no inquérito que apura a apreensão de uma arma de fogo registrada em seu nome d...
POR A NOTICIA DO CEARÁ
Publicado em 23/06/2026 às 18:37

A Polícia Civil do Distrito Federal ouviu nesta terça-feira (23) o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no inquérito que apura a apreensão de uma arma de fogo registrada em seu nome durante uma blitz de trânsito realizada em Brasília.
O depoimento ocorreu de forma presencial na residência de Bolsonaro e foi acompanhado por sua defesa. Uma equipe formada por delegado e agentes da Polícia Civil permaneceu no local por cerca de 40 minutos para colher as informações do ex-presidente.
A investigação foi aberta após a apreensão de uma pistola registrada em nome de Bolsonaro durante uma fiscalização de trânsito realizada na madrugada de 15 de junho, no Distrito Federal.
A arma estava em um veículo oficial do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) conduzido pelo segundo-sargento do Exército Estácio Leite da Silva Filho. Durante a abordagem, o militar informou aos policiais que transportava a pistola para realizar um reparo e que posteriormente devolveria o armamento ao ex-presidente.
Após consulta aos registros, a Polícia Militar constatou que a arma estava regularmente cadastrada em nome de Jair Bolsonaro.
Em manifestação encaminhada ao Supremo Tribunal Federal, os advogados do ex-presidente confirmaram que a pistola lhe pertence e afirmaram que Bolsonaro identificou uma falha no funcionamento do equipamento, motivo pelo qual teria solicitado ao militar que providenciasse o conserto.
A defesa sustenta ainda que não existe qualquer irregularidade na posse da arma. Segundo os advogados, apesar da condenação no processo relacionado à tentativa de golpe de Estado, não houve determinação judicial para entrega de armamentos ou cancelamento dos registros em nome do ex-presidente.
O caso ocorre em meio ao período de prisão domiciliar humanitária concedida por decisão do ministro Alexandre de Moraes. O prazo de 90 dias estabelecido pelo Supremo Tribunal Federal termina nesta quarta-feira (24).
Embora a investigação esteja sob responsabilidade da Polícia Civil do Distrito Federal, existe a expectativa de que o ministro Alexandre de Moraes solicite acesso ao conteúdo do depoimento e às informações produzidas no inquérito.
A apuração busca esclarecer as circunstâncias em que a arma foi retirada da residência de Bolsonaro, transportada pelo militar e apreendida durante a blitz.
Até o momento, não há conclusão da investigação nem definição sobre eventual responsabilização dos envolvidos.
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