Roraima: eleitores decidem futuro governador em pleito suplementar decisivo
Roraima realiza eleição suplementar para governador e vice neste domingo. Descubra os candidatos, o contexto da cassação e as regras do pleito. O post Roraima: eleitores decidem f...
POR SOBRAL ONLINE
Publicado em 23/06/2026 às 19:57

Os olhos do Brasil se voltam para Roraima neste domingo, 21 de junho de 2026, quando os eleitores do estado vão às urnas para definir o novo governador e vice-governador em uma eleição suplementar. O pleito, convocado após a cassação do mandato do então governador Edilson Damião, promete ser um dos mais acompanhados do cenário político regional, com um mandato em disputa que se estende até 5 de janeiro de 2027.
Mais de 384 mil roraimenses estão aptos a exercer seu direito cívico e escolher os gestores que comandarão o estado. A votação ocorre das 8h às 17h, distribuída em 350 locais de votação pelos 15 municípios, marcando um capítulo crucial na história política de Roraima.
Urnas abertas: eleitores de Roraima definem novo governador
A mobilização eleitoral em Roraima é significativa, com 384.582 eleitores aptos a votar. As 1.483 seções eleitorais estão organizadas em nove zonas eleitorais, abrangendo todos os 15 municípios do estado. A capital, Boa Vista, concentra a maior parte do eleitorado, com 229.509 votantes, o que representa quase 60% do total.
Outros municípios também contribuem com números expressivos, como Rorainópolis, com 22.606 eleitores, e Cantá, que registra 17.254 aptos. Em contraste, São João da Baliza possui o menor colégio eleitoral do estado, com 5.556 eleitores, evidenciando a diversidade demográfica e eleitoral da região.
O contexto da eleição: cassação e interinidade
A necessidade deste pleito suplementar surgiu após a decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), em 30 de abril, que cassou o mandato do então governador Edilson Damião (União Brasil). A cassação, que gerou grande repercussão, abriu caminho para a realização de uma nova eleição e a reorganização do cenário político local. Para mais detalhes sobre o contexto da cassação, clique aqui.
Com a saída de Damião, o presidente da Assembleia Legislativa de Roraima, Soldado Sampaio (Republicanos), assumiu interinamente o governo. Sua gestão provisória se estende até a posse dos novos governantes eleitos democraticamente, garantindo a continuidade administrativa do estado durante este período de transição.
Disputa acirrada: as chapas em busca do governo
Três chapas estão na corrida pelo governo de Roraima, cada uma buscando conquistar o eleitorado com suas propostas e visões para o futuro do estado. A chapa liderada por Soldado Sampaio (Republicanos) tem Tayla Peres (Republicanos) como candidata a vice-governadora, buscando a efetivação de seu mandato.
Pelo PT, a disputa é encabeçada por Nelita Frank, que tem Bartô Macuxi (PSOL) como seu companheiro de chapa. Já a terceira chapa, composta por Arthur Henrique (PL) e Subtenente Velton (PL), enfrenta uma situação sub judice. Sua candidatura foi barrada por descumprimento da regra de desincompatibilização e aguarda julgamento de recursos, adicionando um elemento de incerteza ao pleito.
É importante lembrar que o voto é obrigatório para os eleitores aptos. Aqueles que não comparecerem às urnas e não justificarem a ausência estarão sujeitos a multas e outras penalidades previstas na legislação eleitoral vigente.
Entenda a polêmica: desincompatibilização e candidaturas em Roraima
A eleição suplementar em Roraima foi marcada por uma complexa controvérsia em torno das regras de desincompatibilização, que define o prazo para ocupantes de cargos públicos deixarem suas funções para concorrer a eleições. Inicialmente, o TRE-RR (Tribunal Regional Eleitoral de Roraima) fixou um prazo de 24 horas, seguindo uma jurisprudência eleitoral.
No entanto, em 27 de maio, uma decisão do ministro Dino cassou o acórdão do TRE-RR, determinando que a corte local reexaminasse o calendário e adotasse as regras gerais de desincompatibilização, que preveem prazos de 3, 4 ou 6 meses. Essa reviravolta teve impactos diretos nas candidaturas.
A medida beneficiou Soldado Sampaio, que é filiado ao Republicanos e teve seu partido acionando o Supremo contra a regra inicial do TRE-RR. Sampaio conta com o apoio do MDB, partido do ex-senador Romero Jucá. Por outro lado, a decisão prejudicou Arthur Henrique, que era prefeito de Boa Vista e havia renunciado ao mandato no prazo original do TRE-RR para concorrer ao governo, aparecendo bem nas pesquisas.
Na mesma situação ficou Antônia Pedrosa (PT), professora e funcionária pública, que também se afastou de seus vínculos dentro do prazo inicial e foi impedida de concorrer. Em 1º de junho, o PT anunciou a substituição de Pedrosa pela socióloga Nelita Frank. O PL, partido de Arthur Henrique, decidiu não indicar um substituto, o que significa que, embora Arthur Henrique continue fazendo campanha e seu nome apareça na urna, seus votos poderão ser anulados se a decisão de Dino for mantida.
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