PF prepara operação nacional para proteger candidatos à presidência
A partir de 20 de julho, a Polícia Federal poderá iniciar a operação de segurança destinada aos candidatos à presidência da República nas eleições de 2026. A estrutura foi planejad...
POR A NOTICIA DO CEARÁ
Publicado em 17/07/2026 às 16:30
A partir de 20 de julho, a Polícia Federal poderá iniciar a operação de segurança destinada aos candidatos à presidência da República nas eleições de 2026. A estrutura foi planejada para atender simultaneamente até dez candidaturas, com equipes especializadas distribuídas em todo o país e acompanhamento permanente das agendas de campanha.
O serviço será disponibilizado após a homologação das candidaturas nas convenções partidárias e mediante solicitação formal das respectivas campanhas. A operação poderá mobilizar até 458 servidores, entre agentes de proteção, chefes de equipe e profissionais das áreas de inteligência e logística, além do apoio das superintendências regionais da Polícia Federal em todas as unidades da Federação.
Cada candidatura terá um plano de segurança elaborado com base em metodologia técnica de análise de risco. As avaliações serão atualizadas conforme a evolução das ameaças, das vulnerabilidades identificadas e das características de cada compromisso de campanha.

Entre os fatores considerados estão o histórico de ameaças, informações de inteligência, locais dos eventos, rotas de deslocamento, condições de acesso e o cenário de segurança de cada região. Antes de cada agenda, equipes precursoras realizam vistorias nos locais e articulam as medidas necessárias com as forças de segurança estaduais e municipais para reduzir riscos e garantir a realização dos eventos.
Segundo a Polícia Federal, o efetivo e os recursos empregados poderão ser ampliados ou ajustados a qualquer momento, conforme as necessidades identificadas ao longo da campanha. A corporação informou que todas as candidaturas receberão tratamento isonômico, com aplicação dos mesmos critérios técnicos e protocolos de segurança. No entanto, o número de servidores e os recursos destinados a cada equipe serão definidos individualmente, de acordo com o nível de risco de cada agenda.
A adesão ao serviço de proteção será facultativa. Caso alguma campanha opte por não utilizar a estrutura oferecida pela PF, a decisão será respeitada, permanecendo aberta a possibilidade de solicitar a proteção posteriormente.

Se o presidente da República confirmar candidatura à reeleição, sua segurança continuará sendo realizada pelo modelo híbrido atualmente adotado, com atuação conjunta da Polícia Federal e do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). A operação poderá empregar veículos blindados, grupos táticos, equipamentos antidrone, sistemas de reconhecimento facial, monitoramento de ameaças digitais e kits para vistorias antibombas, conforme a necessidade de cada agenda.
Em eventos com grande concentração de público, a atuação será realizada em conjunto com as forças de segurança locais para reforçar as medidas de proteção. A operação contará com aproximadamente R$ 95 milhões, destinados à mobilização de servidores, contratação de serviços e aquisição de equipamentos, como viaturas blindadas, coletes balísticos de alto desempenho, sistemas antidrone e kits de vistorias antibombas.
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