PF apreende carros de luxo do Careca do INSS em nova fase da Operação Sem Desconto
A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira (21/7), uma nova fase da Operação Sem Desconto, cumprindo um mandado de busca e apreensão no Distrito Federal contra o lobista A...
POR CEARÁ AGORA
Publicado em 21/07/2026 às 16:29
A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira (21/7), uma nova fase da Operação Sem Desconto, cumprindo um mandado de busca e apreensão no Distrito Federal contra o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS)”.
A ação, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), é parte de uma investigação sobre um esquema nacional de descontos associativos realizados sem autorização em aposentadorias e pensões do INSS. O objetivo desta nova etapa é a descapitalização do investigado, apontado como um dos operadores centrais da organização criminosa.
Durante a diligência, agentes apreenderam três carros de luxo, entre os quais figuram modelos de alta performance como um Audi R8 V10 e um BMW M5. Além das fraudes previdenciárias, a investigação abrange apurações pelos crimes de organização criminosa, estelionato previdenciário, ocultação de patrimônio e dilapidação de bens.
O careca do INSS já possui histórico de custódia, tendo sido preso em setembro de 2025. Atualmente, ele se encontra no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Em janeiro, o lobista foi transferido para o Bloco V, uma ala destinada a presos que necessitam de isolamento da massa carcerária comum devido à natureza e à repercussão de seus crimes.
Antes de sua prisão, Antônio Carlos ostentava um padrão de vida elevado, comandando mais de uma dezena de empresas e possuindo uma frota que incluía modelos das marcas Porsche e BMW. Profissionalmente, ele atuou como superintendente de marketing em uma grande operadora de planos de saúde e utilizava procurações de entidades associativas para cobrar mensalidades diretamente dos benefícios de aposentados, camuflando essas atividades sob contratos de consultoria e serviços de redes sociais.
O investigado também se apresentava publicamente como representante da indústria farmacêutica e alegava ter gerido um laboratório fornecedor de medicamentos para o Ministério da Saúde por dois anos.
Esta fase da operação reforça o esforço das autoridades em recuperar ativos e impedir a continuidade da dilapidação patrimonial por parte dos envolvidos no esquema de fraudes contra segurados do INSS.