Pesquisa mostra que apenas 10% dos jovens checam informações que veem na internet
Uma dúvida de matemática, a explicação sobre um acontecimento histórico ou a indicação de um livro já não precisam mais esperar pela resposta dos pais. Para uma geração que cresceu...
POR CEARÁ AGORA
Publicado em 04/09/2026 às 09:22
Uma dúvida de matemática, a explicação sobre um acontecimento histórico ou a indicação de um livro já não precisam mais esperar pela resposta dos pais. Para uma geração que cresceu conectada, basta abrir o TikTok, perguntar ao ChatGPT ou buscar uma resposta nas redes sociais. O desafio é que a facilidade de acesso à informação não veio acompanhada, na mesma proporção, da capacidade de verificar se aquilo que está sendo consumido é verdadeiro.
Entre os jovens de 16 a 24 anos, apenas 10% adotam uma postura ativa para checar a veracidade das informações encontradas na internet. É o menor percentual entre todas as faixas etárias analisadas pelo Cetic.br.
Os dados fazem parte do Painel TIC – Integridade da Informação, realizado pelo Cetic.br em parceria com a Agência Lupa. O levantamento mostra ainda que 17% dos jovens dessa faixa etária obtêm informações exclusivamente por meio de redes sociais ou aplicativos de mensagens. Paralelamente, o ChatGPT já é utilizado por 47% dos internautas brasileiros, indicando que as ferramentas de inteligência artificial ocupam um espaço cada vez maior na busca cotidiana por respostas.
Nesse cenário, a família deixa de ser necessariamente a primeira fonte de informação para crianças e adolescentes. Isso, porém, não significa que os pais tenham perdido espaço no processo educativo. O papel passa por uma transformação: mais do que simplesmente fornecer respostas, cabe aos responsáveis ajudar os filhos a compreender como uma informação foi produzida, qual é sua origem e se ela é confiável.
Crianças e IA
Dados da pesquisa TIC Kids Online Brasil, realizada pelo Cetic.br em parceria com o NIC.br, mostram que 10% das crianças e adolescentes brasileiros já utilizaram ferramentas de inteligência artificial para conversar sobre problemas pessoais ou emoções.
A tecnologia, portanto, começa a ultrapassar os limites das dúvidas escolares e do entretenimento. A IA também passa a ocupar espaços tradicionalmente relacionados às relações humanas e à convivência familiar, o que amplia o desafio para pais e educadores na orientação sobre o uso responsável dessas ferramentas.