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Ceará / 04.06.2026

O mau vizinho

Nesta abertura de Coluna ao comentar a maneira como o presidente norte-americano faz política, vem-nos à lembrança de como a maneira como os pedintes de esmolas agradeciam qualquer...

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POR O ESTADO

Publicado em 04/06/2026 às 05:17

O mau vizinho
© FONTE: O Estado

Nesta abertura de Coluna ao comentar a maneira como o presidente norte-americano faz política, vem-nos à lembrança de como a maneira como os pedintes de esmolas agradeciam qualquer ajuda com um refrão que se tornou adágio: “Deus te livre da praga do mau vizinho!” A expressão referia-se ao vizinho “parede-e-meia”, e não aos vizinhos distantes. Se analisarmos o comportamento de alguns presidentes dos Estados Unidos, logo concluiremos que foram vizinhos dispostos a praticar a boa vizinhança, sendo um dos maiores exemplos John Kennedy, criador do “Peace Corps”, que espalhou pelo mundo milhares de jovens universitários encarregados de tornar realidade essa política. Com Donald Trump a mudança de relacionamento político-econômico mascado por ameaças e megalomanias, vem, aos poucos, transformando leais aliados em povos temerosas da sua mania de vingança impositiva misturada com chantagem, transformando países simpáticos a sua liderança em colônias dependentes do seu poderio militar e financeiro. No caso do Brasil, Trump tem exagerado e pode não mais encontrar a boa vontade que tanto influencia o julgamento nacional. Temos assistido uma série de puxa-encolhe marcado por descasos e ameaças de tarifaços para subjugar com a lei do mais forte, uma dependência que violente todos os princípios de soberania de povos e Nações. E o mais lamentável é que para concluir os seus avanços, Donald Trump tem contado com a ajuda de um candidato à presidência da República, cuja candidatura ganha corpo pelas expressões das suas maldades vendendo aos Estados Unidos um vitória que a democracia não lhe servirá como arrimo. Todo o Brasil sabe que o seu conteúdo está contaminado pelo golpismo.

O Fiel da balança. Domingos Filho não deu a arrancada da sua candidatura, mas disse claramente o que quer na entrevista a O Estado. A coluna havia informado em dezembro que ele seria vice de Elmano ou Senador. Com a morte encomendada do PDT, o seu PSD é o segundo partido com 32 prefeitos, tropa pequena, mas que suficiente para garantir resultados. Com Ciro liderando pesquisas, ele será o fiel da balança. É um nome importantíssimo para evitar a contaminação do Inhamuns com o cirismo na Zona Sul, que tem Juazeiro como principal reduto oposicionista.

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Domingos Filho é o cara. Não importa que o seu grupo tenha a vice-prefeita de Fortaleza. Ele será chamado à mesa e sabe como tirar proveito de um quadro político onde já rompeu com o governador, foi candidato derrotado com Roberto Cláudio e se recompôs no momento seguinte com o grupo vitorioso de Elmano. Cid Gomes, seu adversário não fez cobrança e esqueceu que ele interrompeu uma engenharia do governador para deixar no Abolição Zezinho Albuquerque. Hoje recuperou a patente de general e vale quanto pesa.
Medidas corretas. Na visão do deputado Idilvan Alencar (PSB), a bancada federal do Ceará poderia agir em bloco, para a aprovação de pedido de apoio ao Conselho Nacional de Unidade Social para um projeto sério e rigoroso destinado ao combate permanente à difusão de informações falsas no decorrer de uma campanha eleitoral que se desenha das mais agitadas nos mais recentes pleitos eleitorais.
Novo besteirol. Bem preparado empresário, mas inexperiente politicamente, Eduardo Girão, pré-candidato do NOVO ao governo do estado, em vez de cuidar da sua postulação prefere “torrar” o seu precioso tempo defendendo o indefensável senador Flávio, no caso do filme da vida do presidente Jair. Para ele está havendo censura prévia à obra.
Diplomacia forte. Baseado na boa fama que tem a política diplomática do Brasil, o ministro Gilmar Mendes é de opinião que o presidente Lula, em novos encontros com o presidente Trump, deve ser acompanhado por seleto grupo de diplomatas. Os últimos acontecimentos mostraram que problemas econômicos deverão permanecer em segundo plano e deve prevalecer a face política do dia que nem sempre expressa a verdade.
A “máquina” Romeu. Em seu empenho para conquistar votos para a Câmara dos Deputados, o deputado Aldigueri, presidente da Alece, não deixa que dúvidas no que se refere à sua atuação eleitoral, já que tem tudo para ser o candidato mais votado, ajudando e eleger outros candidatos, e abrindo as portas para o Palácio da Abolição – 2030.
Lição do apóstolo. Na Alece e fora dela, o deputado Apóstolo Luiz Henrique joga pesado contra pastores evangélicos que liberam seus microfones e púlpitos para candidatos nem sempre da mesma crença, que pronunciam exaltados discursos políticos. Para ele, esse comportamento pode até ajudar os políticos, mas prejudica o sentimento e a virtude da Fé.

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