MP apura supostas irregularidades em contratos de construtoras com prefeituras do Cariri
MP apura supostas irregularidades em contratos de construtoras com prefeituras do Cariri CN7O Ministério Público do Ceará (MPCE) deflagrou nesta quarta-feira (02) a Operação Alethe...
POR CN7
Publicado em 02/09/2026 às 11:20
O Ministério Público do Ceará (MPCE) deflagrou nesta quarta-feira (02) a Operação Aletheia para apurar supostas irregularidades em contratos de construtoras com prefeituras do Cariri. Foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão em Juazeiro do Norte e Barbalha. Entre os alvos de medidas cautelares está o presidente licenciado da Câmara Municipal de Juazeiro do Norte, Felipe Vasques. Por meio das redes sociais, o parlamentar alegou “perseguição política” por causa do período eleitoral.
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A ação foi conduzida pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), com apoio do Núcleo de Apoio Técnico à Investigação (Nati/MPCE) e da Polícia Civil do Estado (PCCE), em cumprimento a decisões do 1º Núcleo Regional de Custódia e das Garantias, com sede em Juazeiro do Norte.
Segundo o MPCE, as diligências tiveram como alvo residências e sedes de empresas e de pessoas físicas investigadas. O objetivo foi apreender aparelhos eletrônicos, documentos empresariais, contábeis e financeiros.
Ainda de acordo com o MP, a investigação apura suposto esquema de direcionamento de licitações, fraude em contratações públicas e desvio de recursos em contratos de obras e serviços de engenharia celebrados com o Município de Juazeiro do Norte, em valor estimado superior a R$ 43 milhões. Segundo o órgão, empresas formalmente distintas seriam controladas por um mesmo núcleo, com uso de empresas de fachada e pessoas interpostas.
A Justiça também autorizou o afastamento dos sigilos bancário e fiscal dos investigados, o acesso a dados telemáticos e a extração do conteúdo dos aparelhos apreendidos.
Assista ao vídeo do promotor de Justiça e integrante do Gecoc, Filipe Martins:
Presidente da Câmara de Juazeiro se defende
Em vídeo publicado nas redes sociais nesta quarta-feira (02), o presidente da Câmara, Felipe Vasques, afirmou que foi alvo de mandado de busca e apreensão em sua residência e alegou perseguição política por causa do período eleitoral. “Pessoal, minha casa foi invadida… as perseguições estão se intensificando… é… mas foi invadida por autoridade policial através de um busca e apreensão. A gente sabe que quando chega nesse período eleitoral, as perseguições elas se intensificam”, disse.
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Ele declarou estar tranquilo e que não deve nada à Justiça. Felipe Vasques também questionou o pedido de afastamento do cargo de vereador, já que afirma estar licenciado para concorrer às eleições. “Estamos muito tranquilos porque sabemos que não devemos nada à Justiça e vamos esperar. O que a gente sabe é que houve um pedido de afastamento do meu cargo de vereador e foi concedido, o que nos causa uma estranheza muito grande, uma vez que a gente já está licenciado do cargo de vereador”, questionou.
Assista ao vídeo:
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