Michelle ainda indomada
Não são descartáveis as possibilidades de a ex-primeira-dama do Brasil deixar pra lá a ainda pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro, seu enteado, ao até mesmo trocar de parti...
POR O ESTADO
Publicado em 30/07/2026 às 00:17
Não são descartáveis as possibilidades de a ex-primeira-dama do Brasil deixar pra lá a ainda pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro, seu enteado, ao até mesmo trocar de partido. Isso ainda não ocorreu, embora sejam muitas as motivações para que essa reviravolta possa se tornar realidade antes da eleição. Tal comportamento dificilmente chega a acontecer onde a militância dos grandes partidos é firme e sólida, O União Brasil é no momento o maior partido, mas, na sua formação se encontram lideranças políticas trânsfugas de um ou mais partidos. O caso de Michelle não tem muita sintonia com o grosso dessa sigla. Michelle jamais foi nem será subserviente a qualquer Valdemar que despontar no PL, a começar pelo marido Jair. Dona de vocação política recentemente revelada, Michelle, que antes não passava de acompanhante do marido presidente, tem crescido com firmeza sem demonstrar temor pelo poder dos mais importantes membros do PL, a começar pelo presidente nacional da sigla, Valdemar Costa, figura destacada, mas, de ficha manchada. As suas mais recentes atitudes deixam claro que ela não é “Maria vai com as outras”. O seu recente retorno à candidatura de Flávio não foi por temor. Não é com qualquer pedido de desculpas que se apagam prepotência. Ela nem disse ainda o que a fez voltar atrás pra reconciliar-se. Mas são coisas que não necessitam ser ditas, por serem evidencias claras do que deve ser corrigido. Se persistisse indiferente aos apelos seria responsabilizada pela eminente derrota do candidato do seu partido. Demonstrou a todos que está consciente do seu papel no PL.
Maurição foi traído. Enquanto o Sertão Central convive com grandes expectativas de sucesso e de crescimento econômico, a região sofre a desunião de suas lideranças, como é o caso dos desencontros entre a prefeita Márcia, de Senador Pompeu e o ex-prefeito daquele município. Mauríção jamais esperou ser traído, mas quando acordou viu que tinha engordado uma cobra que o engoliu quando recebeu dele a caneta na mão, colocando em evidência o confronto Ciro – Elmano.
Anular a convenção. O senador Camilo Santana esteve por trás da convenção do União Progressista acompanhando o desenrolar dos acontecimentos que considerou preocupante a ponto de ter telefonado para o deputado Moses Rodrigues, sugerindo que tentasse anular o seu resultado. Dificilmente o Tribunal Regional Eleitoral decidirá pela anulação de uma convenção sem prazo recursal, afastando Ciro Gomes do pleito.
Não é bom para Girão. Amigos e apoiadores do senador Eduardo Girão, como a ex-primeira-dama Michelle, não devem ter gostado de Romeu Zema que o quer como candidato a vice-presidente na sua chapa. O seu compromisso era com a ex-primeira Dama para ser candidato a governador do Ceará. Mas tudo indica que irá sacrificar-se para livrar o vexame de Romeu Zema, candidato à presidência da República que não tem quem queira ser seu vice.
Crescimento de Manoela. Não deixa de ser admirável o arrojo da candidata Manoela Pimenta com projetos marcados pela criatividade que vem surpreendendo velhas lideranças do Sertão Central. Filha de Cirilo Pimenta, prefeito de Quixeramobim, faz uma campanha com propostas sem referir-se a adversários que disputam com ela o mesmo espaço, deles não se ouvindo falar.
Esforço por Renato. Conscientes de que o deputado estadual Renato Roseno é um dos maiores nomes do partido para a Câmara, dirigentes nacionais deverão reforçar a campanha dele, para que não se repitam injustiças que o têm feito deixar de se eleger com votação superior à de muitos federais eleitos.
Vaga cobiçada. Com a decisão do senador Cid Gomes para disputar a reeleição, o mundo político do Estado permanece em suspense sobre o que deverá fazer o senador Camilo Santana, coordenador da campanha governista para a indicação do nome para a segunda vaga do Senado. Tem gente forte na fila composta por Luizianne Lins, Domingos Filho, Eunício Oliveira e Chiquinho Feitosa, todos acreditando no apoio do governador que beneficiará só a um deles.
Campanha limpa. Em Brasília, o deputado Célio Studart, do PSD, inicia a articulação no sentido de um conduzir um esforço conjunto de todo o Congresso Nacional visando antecipar a batalha contra a invasão da Internet por profissionais do mau uso dessa tecnologia. Célio quer evitar atropelos na campanha eleitoral.
Anuário desinformado. Repercutiu na imprensa do Sudeste e do DF números desatualizadas do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, apontando as cidades de Caucaia, Maracanaú e Maranguape entre as 10 mais violentas do país, com esta última em primeiro lugar. Os números eram de 2025 e caíram em grandes proporções.
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