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Regional / 19.10.2026

Marcos Coelho cobra providências sobre agressão contra Valônia, mas bancada da prefeita Aguiar rejeita requerimento

A Câmara Municipal de Camocim rejeitou um requerimento que solicitava informações à Secretaria Municipal da Mulher sobre as providências adotadas após as agressões físicas sofridas...

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POR REVISTA CAMOCIM

Publicado em 19/10/2026 às 21:43

Marcos Coelho cobra providências sobre agressão contra Valônia, mas bancada da prefeita Aguiar rejeita requerimento
© FONTE: Revista Camocim


A Câmara Municipal de Camocim rejeitou um requerimento que solicitava informações à Secretaria Municipal da Mulher sobre as providências adotadas após as agressões físicas sofridas pela enfermeira Valônia Siqueira Benício, secretária executiva do Consórcio Público de Saúde da Microrregião de Camocim. O episódio ocorreu em 4 de outubro, durante o primeiro turno das eleições, na Escola Coronel Libório.

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O documento, apresentado em 8 de outubro, pedia esclarecimentos sobre as medidas de acolhimento, assistência e acompanhamento oferecidas à vítima, além de informações sobre possíveis encaminhamentos aos órgãos competentes e outras ações de enfrentamento à violência contra a mulher.


O requerimento relata que as agressões teriam sido praticadas por militantes ligados ao então candidato a deputado estadual Sérgio Aguiar, entre elas servidoras que ocupam funções na administração municipal. Conforme noticiado pelo Revista Camocim, três mulheres que faziam a segurança de Daniele Aguiar, irmã do deputado, foram apontadas como envolvidas no episódio. Uma delas foi presa em flagrante, mas foi liberada em audiência de custódia após pagamento de fiança. As outras estavam foragidas. 


A bancada da prefeita votou contra o requerimento, incluindo as vereadoras Iracilda e Carol do César, que também atuam na Procuradoria da Mulher da Câmara. A rejeição impediu a aprovação daquele pedido de informações à Secretaria Municipal da Mulher.


Alfinetada 


O requerimento não pedia que a Câmara julgasse ou condenasse as envolvidas. Solicitava que a Secretaria informasse quais providências havia tomado diante de um caso de violência contra uma mulher.


Mas...


Na hora do discurso, todo mundo defende as mulheres. Mas, quando chega a hora de cobrar providências sobre uma mulher agredida, a bancada de Sérgio Aguiar vota contra. E ainda tem as vereadoras Iracilda e Carol do César, que fazem parte da Procuradoria da Mulher, seguindo o mesmo caminho. Isso é uma vergonha! Partidarismo não pode estar acima da dignidade humana. Cargo político não pode servir de escudo para ninguém, e muito menos para livrar aliado de cobrança. Quem vota contra a transparência diante de um caso de violência precisa explicar sua posição à população. Defender mulher não é fazer discurso bonito, é ter coragem de enfrentar a violência, doa a quem doer.


Carlos Jardel 


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