Lula expôs Flávio em casos de corrupção, e senador acertou ao deixar petista 'visivelmente irritado', avaliam aliados
Debate da Band entre Flávio Bolsonaro e Lula Reuters/Jean Carniel Integrantes das campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) ...
POR G1 POLÍTICA
Publicado em 19/10/2026 às 13:24

Debate da Band entre Flávio Bolsonaro e Lula
Reuters/Jean Carniel
Integrantes das campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) avaliaram, nesta segunda-feira (19), que eles foram bem no primeiro debate na televisão, que foi ao ar neste domingo (18).
Enquanto o coordenador da campanha petista, Edinho Silva, avalia que o presidente conseguiu expor o envolvimento de Flávio com casos de corrupção, a equipe do senador diz que ele acertou ao deixar Lula “visivelmente irritado”, mas que precisa apresentar mais propostas no debate da TV Globo, na próxima sexta (23).
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Campanha de Lula quer expor Flávio
Segundo Edinho Silva, Lula foi bem ao expor os escândalos envolvendo Flávio Bolsonaro e se saiu bem das perguntas do adversário envolvendo a lobista Roberta Luchsinger e seu filho Fábio Luiz, o Lulinha, ao desafiar Flávio a abrir seu sigilo bancário.
"Presidente Lula conseguiu mostrar ao país quem é Flávio Bolsonaro. Um político profissional que dezenas de anos de mandatos e um currículo trágico. Defende miliciano, defendeu assassinos, e propôs projetos que beneficiam o crime organizado, votou contra ampliar a licença-maternidade na Alerj, foi contra o fim da escala 6x1 e está envolvido em todas as demovias de corrupção do último período", afirmou Edinho.
O coordenador da campanha de Lula rechaça que ele foi desestabilizado por Flávio e garante que o petista seguirá a estratégia no debate da TV Globo, marcado para a próxima sexta-feira (23).
"Vamos continuar mostrando quem é Flávio Bolsonaro e fazer o confronto de projetos. Quem não quer discutir propostas é o Flávio porque ele não tem", pontuou.
Aliado de primeira hora de Lula, o senador Otto Alencar (PSD-BA) avalia que Flávio teve uma postura infantil no debate. O parlamentar ironizou a estratégia inspirada no presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de ficar atrás do petista enquanto ele falava para as câmeras.
"Ele ficou de forma jocosa atrás do presidente. Mas ali para mim já é premonição, já que ele vai chegar atrás no dia 25. Já fica por ali mesmo", ironizou Alencar.
Para o senador, Flávio se recusou a responder as perguntas de Lula e destacou que ele não aceitou o desafio de abrir o sigilo bancário feito pelo petista.
"Ele não aceitou o desafio que todo político devia aceitar, que era abrir o sigilo bancário e fiscal. Não aceitou e não respondeu" .
Campanha de Flávio comemora, mas aliados querem propostas
Após o debate, integrantes da campanha de Flávio Bolsonaro se reuniram para avaliar o desempenho do candidato do PL à Presidência.
Segundo interlocutores do senador, em linhas gerais, a avaliação é que Flávio se saiu bem e foi “excelente” ao conseguir deixar o presidente Lula, candidato do PT à reeleição, “muito nervoso” e “rabugento” em alguns momentos, quando confrontado sobre temas como as suspeitas sobre o filho Fábio Luís da Silva, conhecido como Lulinha.
Para a cúpula da campanha, Flávio “dominou” o estilo do debate, principalmente no momento em que os dois puderam discutir livremente por 30 minutos, sem tema definido e com um respondendo ao outro.
Líder do PL na Câmara, o deputado Sóstenes Cavalcante (RJ) também avaliou como positiva a participação de Flávio, pois atingiu o “objetivo”, que, segundo ele, era “deixar o Lula visivelmente irritado”.
Entretanto, para o aliado de Flávio, o candidato do PL precisa usar o próximo debate, na TV Globo, na próxima sexta (23), para apresentar mais propostas para um eventual governo, caso seja eleito.
"O Flávio tentou apresentar propostas, conseguiu poucas", afirmou Sóstenes.
Para Sóstenes, Lula acabou cometendo erros, como dizer que quer votos de presos, citar o termo “malandragem carioca” e ter dificuldade em administrar o tempo.