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Ceará / 30.07.2026

Lula e Xi Jinping reforçam aproximação Brasil-China em meio a cenário de tensão internacional

Nos bastidores do Palácio do Planalto, a avaliação é de que o telefonema entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente da China, Xi Jinping, não foi uma resposta...

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POR CEARÁ AGORA

Publicado em 30/07/2026 às 17:38

Lula e Xi Jinping reforçam aproximação Brasil-China em meio a cenário de tensão internacional
© FONTE: Ceará Agora

Nos bastidores do Palácio do Planalto, a avaliação é de que o telefonema entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente da China, Xi Jinping, não foi uma resposta improvisada ao agravamento da crise com os Estados Unidos ou escalada de ataques do presidente da Argentina. Integrantes do governo afirmaram ao Correio que a conversa vinha sendo articulada havia semanas, como parte de uma estratégia mais ampla de diversificação das relações comerciais e diplomáticas do Brasil. Lula e Xi Jinping mantiveram conversa telefônica no domingo (26/7), com duração de mais de uma hora. 

Segundo essa leitura, o contato entre os dois chefes de Estado já estava em construção antes dos desdobramentos mais recentes da ofensiva comercial e política promovida pelo governo de Donald Trump contra o Brasil. A interlocução com Pequim seria resultado de um planejamento diplomático que antecede o anúncio das medidas norte-americanas e está inserida em uma política de fortalecimento das relações com parceiros estratégicos na Ásia.

Nas hostes palacianas, a aproximação com a China é apresentada como continuidade de uma agenda iniciada ainda no fim de 2024, quando a eleição de Trump levou o Planalto a acelerar iniciativas voltadas à redução da dependência brasileira em relação ao mercado norte-americano. Nesse contexto, ganharam prioridade as negociações para concluir o acordo entre Mercosul e União Europeia, além da abertura de novos mercados asiáticos.

Interlocutores do governo lembram que as viagens de Lula à Índia, Japão, Indonésia, Malásia e outros países da região fazem parte dessa estratégia de longo prazo. A avaliação é que movimentos dessa natureza exigem planejamento diplomático e não são organizados em reação a acontecimentos pontuais.

A interpretação no Planalto é que o telefonema com Xi Jinping deve ser entendido dentro desse esforço de ampliação das parcerias internacionais do Brasil e de redução da vulnerabilidade do país diante das mudanças na política externa dos Estados Unidos.

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