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Mundo / 05.06.2026

Líbano acusa Irã de usar o país como 'moeda de troca' nas negociações com os EUA

O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, instou na sexta-feira o Irã a parar de tratar seu país, onde Israel e o Hezbollah, apoiado por Teerã, estão em guerra, como uma "m...

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POR G1 MUNDO

Publicado em 05/06/2026 às 13:09

Líbano acusa Irã de usar o país como 'moeda de troca' nas negociações com os EUA
© FONTE: G1 Mundo


O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, instou na sexta-feira o Irã a parar de tratar seu país, onde Israel e o Hezbollah, apoiado por Teerã, estão em guerra, como uma "moeda de troca" em suas negociações com Washington sobre o conflito no Oriente Médio. "Se me permitem dirigir algumas palavras ao Irã, é o seguinte: tenham misericórdia do nosso sul, parem de tratá-lo e ao seu povo como mera moeda de troca para melhorar os termos das suas negociações", disse Salam em uma coletiva de imprensa sobre um apelo da ONU por ajuda ao Líbano. Israel e Hezbollah voltam a trocar ataques um dia depois do anúncio oficial de uma nova trégua Sete pessoas morreram em ataques aéreos de Israel realizados contra a cidade de Tiro, no sul do Líbano, durante a noite desta quinta-feira (4), apesar do anúncio de uma trégua no conflito, segundo uma fonte da Defesa Civil libanesa. De acordo com a fonte, um dos ataques ocorreu nas proximidades do Hospital Jabal Amel, um dos três da cidade, e deixou quatro mortos e sete feridos. Uma agência bancária foi destruída e o hospital sofreu danos. O outro bombardeio matou três pessoas e feriu cinco, incluindo duas crianças, em um bairro residencial. Destruição em Tiro, no sul do Líbano, após ataque israelense REUTERS Em comunicado oficial, o Exército israelense anunciou ataques contra o Hezbollah em três locais ao norte do rio Litani, a cerca de 40 quilômetros da fronteira, e ordenou a evacuação da população local. Na quarta-feira (3), o Departamento de Estado dos EUA anunciou que Israel e Líbano haviam concordado com um cessar-fogo. No entanto, na quinta-feira (4), ataques israelenses mataram pelo menos quatro pessoas em território libanês. Em pronunciamento, também na quinta, o chefe do grupo extremista Hezbollah rejeitou o acordo anunciado em Washington. Naim Qassem disse que, enquanto aldeias libanesas forem bombardeadas e pessoas forem mortas, o norte de Israel não estará seguro: "As negociações com Israel são vergonhosas. Só nos importamos com um cessar-fogo completo e a retirada de Israel do sul. Enquanto Israel estiver no Líbano, a resistência continuará". Fumaça sobe do sul do Líbano após um ataque israelense nesta sexta (5) REUTERS/Stringer Nesta sexta-feira, após os ataques a Tiro, o presidente do Parlamento libanês e aliado do Hezbollah, Nabih Berri, disse que concordaria com a retirada do grupo do sul do país se as tropas israelenses deixassem simultaneamente o território que ocupam. Em declarações escritas distribuídas por seu gabinete, Berri criticou o acordo de cessar-fogo mediado pelos EUA, considerando-o injusto e afirmando que deveria ter incluído um "cessar-fogo incondicional por terra, mar e ar". Os ataques israelenses no Líbano mataram 3.526 pessoas desde o início do conflito, em 2 de março, e deslocaram mais de um milhão de moradores, segundo as autoridades. Do lado israelense, 27 soldados e um prestador de serviços civil morreram no Líbano.

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