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Regional / 04.07.2026

Justiça do Maranhão recebe denúncia contra empresária e policial por tortura de doméstica grávida

Empresária e policial são denunciados por tortura, tentativa de homicídio e aborto contra doméstica grávida no Maranhão. Entenda o caso. O post Justiça do Maranhão recebe denúncia...

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POR SOBRAL ONLINE

Publicado em 04/07/2026 às 20:01

Justiça do Maranhão recebe denúncia contra empresária e policial por tortura de doméstica grávida
© FONTE: Sobral OnLine
Imagem gerada com IA

O Ministério Público do Maranhão (MPMA) formalizou uma denúncia criminal que choca a população, acusando a empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos e o policial Michael Bruno Lopes Santos de crimes graves. Eles são investigados por tortura, tentativa de homicídio qualificado e tentativa de aborto contra Samara Regina Dutra Soares, uma jovem de 19 anos que estava grávida de seis meses na época dos fatos, ocorridos em abril passado no município de Paço do Lumiar, na região metropolitana de São Luís.

tortura: cenário e impactos

A gravidade das acusações levou à prisão de Carolina e Michael, conforme informações divulgadas pelo Ministério Público. A reportagem tentou contato com as defesas dos acusados, mas não obteve sucesso até o momento da publicação deste texto, mantendo o espaço aberto para quaisquer manifestações.

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Acusação Formal e Detalhes da Violência

A denúncia, já acolhida pela Justiça nesta quinta-feira (2), foi assinada pela promotora Nahyma Ribeiro Abas. Segundo a acusação, Samara Regina havia sido contratada verbalmente e de forma temporária para realizar serviços domésticos na residência de Carolina dos Anjos. O cenário de violência se instalou na manhã de 17 de abril, após a vítima ser falsamente acusada de ter furtado um anel no dia anterior.

De acordo com o Ministério Público, a jovem foi submetida a uma sessão brutal de agressões físicas e mentais pelos dois acusados. O objetivo era forçar uma confissão sobre o suposto furto da joia. Durante o episódio, o policial Michael Bruno, portando uma arma de fogo, desferiu uma coronhada na testa da vítima e a arrastou pelos cabelos. Samara foi obrigada a permanecer de joelhos, sob a mira da arma, enquanto sofria intensas pressões psicológicas.

O Desfecho do Suposto Furto e a Continuidade das Agressões

As ameaças proferidas pelos agressores incluíam a intenção de dopar a vítima para transportá-la ocultada em um veículo até um sítio, onde seria executada, conforme detalhado pelo Ministério Público. Contudo, a verdade sobre o suposto furto veio à tona: o anel foi encontrado posteriormente em um cesto de roupas, revelando que o objeto jamais havia sido furtado, mas sim esquecido pela própria patroa.

Mesmo após a localização da joia, a violência não cessou. Carolina Sthela continuou a desferir uma sequência de socos e tapas em Samara, enquanto o policial a imobilizava. A denúncia ressalta o desespero da jovem, que precisou curvar-se sobre o próprio ventre na tentativa de proteger o feto das agressões.

Provas Contundentes e Pedidos do Ministério Público

A materialidade e a autoria dos crimes foram solidamente sustentadas pelo Ministério Público maranhense com base em um conjunto robusto de provas. Entre elas, destacam-se exames periciais de corpo de delito, laudos que confirmaram a perda auditiva da vítima e o histórico do acionamento da Polícia Militar via 190, que registrou a ocorrência.

A denúncia ganhou ainda mais força com a apreensão de dois áudios pela Polícia Civil. Nessas gravações, a empresária Carolina Sthela detalha a violência, afirmando que deu “tanto nessa mulher que até hoje minha mão tá aqui inchada”. Ao ser questionada sobre a intenção de deixar a vítima com hematomas, ela teria respondido que “não era nem para ter saído viva”, evidenciando a crueldade do ato. Diante das provas, a promotora Nahyma Ribeiro Abas requereu que os acusados sejam submetidos a julgamento pelo Tribunal do Júri, além de solicitar a manutenção dos decretos de prisão preventiva e a realização de diligências complementares. O Ministério Público também se manifestou contra o pedido de sigilo feito pela defesa, argumentando que a fase investigativa já foi concluída e que o caso possui amplo interesse social e repercussão pública. Para mais detalhes sobre o caso, você pode consultar a matéria original da CNN Brasil.

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