Itaú muda regra do trabalho híbrido e vai exigir mais dias presenciais a partir de 2028
Fachada de agência do Itaú Unibanco Divulgação O Itaú anunciou nesta terça-feira (23) que vai alterar suas regras do trabalho híbrido e aumentar a exigência de presença nos...
POR G1 ECONOMIA
Publicado em 23/06/2026 às 20:55

Fachada de agência do Itaú Unibanco
Divulgação
O Itaú anunciou nesta terça-feira (23) que vai alterar suas regras do trabalho híbrido e aumentar a exigência de presença nos escritórios.
A partir do primeiro trimestre de 2028, funcionários em regime semi-presencial passarão ir ao banco três dias por semana. Hoje, a regra é de oito dias presenciais por mês.
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As novas regras também vão atingir os superintendentes do banco, que passarão a ter quatro dias de trabalho presencial por semana, como já ocorre com os diretores. Nesse caso, a mudança começa a valer a partir de janeiro de 2027.
Em nota, o Itaú afirmou que estruturou um período de transição "para que as pessoas e as equipes tenham o tempo necessário para adaptar suas rotinas pessoais e familiares de forma gradual, sem sobressaltos".
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"Esse movimento reflete a premissa da organização de ajustar seus formatos de acordo com o contexto e as necessidades de cada momento", disse o banco.
O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região afirmou ter recebido com surpresa o anúncio feito pelo Itaú. Também em nota, a entidade declarou que não houve negociação prévia.
"Diante da decisão unilateral do banco, solicitamos uma reunião para discutir as mudanças anunciadas e seus impactos sobre os funcionários", disse o sindicato.
"Também acompanharemos de perto as condições de retorno presencial, uma vez que há relatos de insuficiência de espaços físicos para acomodar adequadamente todos os trabalhadores", acrescentou.
Retorno gradual
A decisão do Itaú ocorre em meio a um movimento já adotado por outras instituições financeiras.
Em novembro, o Nubank anunciou a exigência de retorno aos escritórios por pelo menos dois dias por semana a partir do segundo semestre de 2026.
O Bradesco, por sua vez, decidiu encerrar o modelo de home office para quase 900 funcionários a partir de janeiro.
No ano passado, o Itaú já havia demitido cerca de mil funcionários que atuavam em regime híbrido ou remoto. Na ocasião, o banco informou que a medida foi tomada após uma “revisão criteriosa de condutas relacionadas ao trabalho remoto e registro de jornada”.
* Reportagem em atualização