Investigação aponta que jovem morta em salto de rope jump não estava presa a nenhuma corda de segurança
A investigação sobre a morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump em Limeira, no interior de São Paulo, revelou uma falha grave no...
POR CEARÁ AGORA
Publicado em 15/06/2026 às 19:07
A investigação sobre a morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump em Limeira, no interior de São Paulo, revelou uma falha grave nos procedimentos de segurança. Segundo a delegada responsável pelo caso, Andrea Levy, a vítima deveria estar presa a duas cordas de segurança, mas não estava conectada a nenhuma delas no momento do salto.
Maria Eduarda caiu de uma altura de aproximadamente 40 metros após ser lançada de uma plataforma na região da Ponte do Esqueleto. De acordo com a Polícia Civil, ela utilizava a cinta de proteção e o equipamento de fixação, mas as cordas que deveriam estar conectadas ao sistema não haviam sido instaladas.
“Pelos depoimentos dos investigados, eram duas cordas. Nenhuma delas estava colocada. Eles não sabem explicar quem deixou de instalar ou quem deveria fiscalizar o procedimento”, afirmou a delegada.
Falha sem explicação
Três instrutores foram presos e respondem por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de provocar a morte. Durante os depoimentos, os investigados admitiram que não havia uma divisão fixa de responsabilidades para a conferência dos equipamentos.
Um dos instrutores afirmou à polícia que os procedimentos eram realizados de forma alternada entre os funcionários e que não se recordava qual era sua atribuição específica no salto de Maria Eduarda. Outro investigado também declarou não lembrar se havia feito a checagem dos equipamentos naquele momento.
Segundo a defesa, os três estão abalados e não conseguem explicar como ocorreu a falha. O advogado afirmou que a equipe realizava a atividade há anos e nunca havia registrado acidente semelhante.
Imagens analisadas pela polícia mostram o momento em que Maria Eduarda é erguida por integrantes da equipe e lançada da plataforma. Testemunhas relataram que, segundos após o salto, pessoas perceberam que a jovem não estava conectada às cordas de segurança e começaram a gritar desesperadamente.
O boletim de ocorrência destaca que o vídeo sugere uma queda livre sem qualquer retenção do sistema de proteção.
Quando equipes da Polícia Militar chegaram ao local, uma enfermeira tentava reanimar a vítima, mas a morte foi confirmada ainda na trilha abaixo da ponte. O caso foi inicialmente registrado como homicídio e segue sendo investigado pela Polícia Civil.
Os três instrutores presos em flagrante tiveram as prisões convertidas em preventivas pela Justiça de São Paulo. A polícia apura agora se houve negligência individual ou falhas estruturais nos protocolos de segurança da empresa responsável pela atividade.