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Regional / 25.07.2026

Exército expulsa sargento denunciado por atropelamento e fuga no Distrito Federal

expulsão - Sargento envolvido em atropelamento grave no Riacho Fundo é expulso do Exército. Justiça havia concedido liberdade provisória. O post Exército expulsa sargento denuncia...

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POR SOBRAL ONLINE

Publicado em 25/07/2026 às 00:06

Exército expulsa sargento denunciado por atropelamento e fuga no Distrito Federal
© FONTE: Sobral OnLine
Exército expulsa sargento denunciado por atropelamento e fuga no Distrito Federal

O Exército Brasileiro anunciou, nesta sexta-feira, a expulsão do sargento Guilherme da Silva Oliveira, de 22 anos. A medida ocorre após o militar ser investigado por um grave atropelamento de uma jovem de 20 anos, ocorrido em abril deste ano, na região do Riacho Fundo, no Distrito Federal. O caso, que ganhou repercussão nacional, envolveu o atropelamento da vítima de ré, em alta velocidade, seguido de fuga sem prestação de socorro.

A decisão de licenciar o sargento das fileiras do Exército foi confirmada pelo Comando Militar do Planalto, que em nota oficial, informou que “o acusado foi licenciado das fileiras do Exército Brasileiro e, portanto, não pertence mais à instituição”. A expulsão marca um desfecho administrativo para a conduta do militar, que já estava sob investigação e havia sido denunciado por tentativa de homicídio com dolo eventual, modalidade em que se assume o risco de causar a morte.

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O Desfecho Administrativo: A Expulsão do Exército

A expulsão de Guilherme da Silva Oliveira do Exército Brasileiro é um passo significativo no processo de responsabilização do ex-sargento. O procedimento administrativo instaurado pela corporação desde o ocorrido visava apurar detalhadamente os fatos e a conduta do militar, culminando agora com seu desligamento. A instituição reforça seu compromisso com a disciplina e a ética, afastando membros que desrespeitam os valores e as leis.

A medida administrativa é independente do processo criminal, que segue seu curso na Justiça. A gravidade da situação, com a vítima sendo arrastada após o impacto, gerou grande comoção e exigiu uma resposta firme por parte das autoridades militares.

Reviravolta Judicial: Da Prisão à Liberdade Provisória

Antes da expulsão, o caso de Guilherme da Silva Oliveira teve uma importante reviravolta judicial. O ex-sargento estava preso desde 27 de abril, mas nesta terça-feira, a 2ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) decidiu conceder-lhe a liberdade provisória. A decisão, embora reconhecendo a extrema gravidade dos fatos, acolheu os argumentos da defesa.

O Tribunal entendeu que a prisão cautelar não se justificava mais, citando a ausência de risco atual à ordem pública, à instrução do processo ou à aplicação da lei penal. Entre os fatores considerados para a soltura, destacam-se o fato de o réu ser militar, primário, com residência fixa e trabalho lícito. Além disso, a apresentação espontânea à polícia dois dias após o ocorrido e a entrega do veículo para perícia foram pontos cruciais para a decisão judicial.

A liberdade provisória, no entanto, veio acompanhada de medidas cautelares rigorosas. Guilherme está obrigado ao recolhimento domiciliar noturno, proibido de frequentar bares e de consumir bebidas alcoólicas. O colegiado do TJDFT também determinou que o suspeito preste assistência material provisória à vítima, cobrindo as despesas com o tratamento das lesões, em valor a ser fixado pelo juiz de origem.

O Atropelamento que Chocou o Riacho Fundo

O incidente que levou à expulsão do sargento e à sua denúncia por tentativa de homicídio ocorreu em 25 de abril. A jovem Maria Clara, de 20 anos, atravessava a faixa de pedestres acompanhada de uma amiga quando foi brutalmente atingida pelo carro conduzido por Guilherme. O veículo, em alta velocidade e dando ré, passou por cima da vítima e a arrastou por uma distância considerável, sob os gritos de testemunhas.

Maria Clara foi prontamente socorrida pelo Corpo de Bombeiros e encaminhada ao hospital com ferimentos graves. Após passar por cirurgia e um período na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), a jovem recebeu alta médica duas semanas após o atropelamento. A mãe da vítima relatou que, pouco antes do ocorrido, Maria Clara esteve em uma distribuidora de bebidas, onde um homem teria mexido com ela, embora a jovem não se lembre dos detalhes.

Após o impacto, Guilherme e os outros quatro ocupantes do carro fugiram do local. Em depoimento à polícia, o sargento justificou sua fuga alegando “medo de sofrer algum tipo de linchamento das pessoas no local”. A denúncia por tentativa de homicídio com dolo eventual reflete a percepção de que o condutor assumiu o risco de causar a morte da vítima ao dirigir de forma imprudente e fugir sem prestar socorro.

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