Entre nostalgia e investimento,cartas colecionáveis viram negócio
Magic (The Gathering), Pokémon e Yu-Gi-Oh!. Esses são alguns dos nomes mais comuns no mundo dos Trading Card Games (TCGs). Por trás das cartas que, aparentemente, eram só colecioná...
POR O ESTADO
Publicado em 05/06/2026 às 01:43
Magic (The Gathering), Pokémon e Yu-Gi-Oh!. Esses são alguns dos nomes mais comuns no mundo dos Trading Card Games (TCGs). Por trás das cartas que, aparentemente, eram só colecionáveis tem um universo que mistura nostalgia, interação e negócios.
Globalmente, estima-se que esse segmento movimenta cerca de US$ 15 bilhões, com crescimento anual de 10%, segundo a Compound Annual Growth Rate. Em Fortaleza, um reduto desses aficionados é o bairro Benfica. De domingo a domingo, inclusive feriados, os colecionadores firmam encontros para interagir, jogar e comercializar. “É refúgio para quem quer sair do meio digital para o analógico, é onde tem interação. Mas é também um hub de compra e venda de cartas para quem fez a negociação no inbox e deixa o envelope identificado para o outro cliente”, explica o sócio proprietário da Dominária, Dawyds Garcia.
Atuando nesse mercado há cerca de 20 anos, Garcia fala sobre o investimento inicial. “Depende do card game, que vão desde os mais acessíveis, com o Pokemón, investimento inicial de R$ 100. Se for para meio competitivo deve investir cerca de R$ 600 num deck (conjunto de cartas). Um card game como Magic pode chegar a R$ 3.000”.
Vivendo o universo dos cards games há cerca de um ano, Leandro do Vale afirma que já investiu cerca de R$ 3.000. “Considerando outras pessoas isso é bem pouco. Mas, confesso que vou dando uma maneirada para não gastar tanto”, admite.
Influenciada pelo ex-namorado, em pouco mais de um ano, a administradora Ísila Araújo estava no local para comercializar coleção de pokémon. “Primeiro eu achava bonita as cartas, mas depois peguei gosto e montei as minhas próprias coleções, inclusive participando de eventos. Eu devo ter investido uns R$ 1.000 e negociado uns R$ 500”, afirma.
No bairro Aldeota, a Copa do Mundo dá o movimento das cartas. Segundo o vendedor Franilson Furtado a média de compra é de cerca de R$ 300,00. “Tem gente que leva fácil um pacote de 50 figurinhas ou o conjunto com álbum que chega a R$ 429,00”. Marina Colares, de 11 anos, resolveu completar o álbum. “Na copa passada, eu colecionei, mas não completei. Dessa vez vou tentar completar e guardar para os meus futuros filhos”, disse a jovem acompanhada da mãe.
(Por Emanuel Santos.)
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