Eleições e ministérios: Flávio descarta Eduardo no Itamaraty e diz que pai não pediu cargo
Eleições presidenciais ganham novos contornos com Flávio Bolsonaro descartando Eduardo no Itamaraty e Jair em ministério. O post Eleições e ministérios: Flávio descarta Eduardo no...
POR SOBRAL ONLINE
Publicado em 17/10/2026 às 00:23

O senador Flávio Bolsonaro (PL), postulante ao Palácio do Planalto, declarou nesta sexta-feira (16.out.2026) que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em nenhum momento reivindicou funções em uma futura gestão federal sob seu comando. O parlamentar também foi taxativo ao afastar a hipótese de conceder ao irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL), o comando do Ministério das Relações Exteriores.
As afirmações ocorreram ao longo de sabatina concedida à emissora de televisão, momento em que o postulante detalhou planos para a montagem de um eventual governo caso triunfe no segundo turno do pleito.
Consulta política e papéis no Executivo
Durante a entrevista conduzida pela jornalista Renata Lo Prete, o senador foi interpelado a respeito do espaço reservado ao ex-mandatário da República em sua estrutura ministerial. A resposta veio de forma enfática, salientando que o tema jamais integrou o diálogo doméstico.
De acordo com o candidato, seu pai jamais tratou sobre nomeações ou manifestou pretensão de atuar administrativamente. Ele salientou, todavia, a intenção de mantê-lo como interlocutor estratégico para deliberações de relevância política no país.
“Eu tenho o privilégio de, a hora que eu precisar consultar um ex-presidente da República, eu tenho dentro de casa, de confiança”, ressaltou. Ao ser pressionado sobre a viabilidade prática de uma função pública, afirmou simplesmente que o assunto “não está no radar”.
Revisão criminal e movimentações no Judiciário
O questionamento a respeito de um eventual cargo surgiu em meio às discussões sobre medidas judiciais que buscam reavaliar a situação legal de Jair Bolsonaro. O ex-presidente recebeu uma condenação de 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado após as eleições presidenciais de 2022.
A possibilidade de retorno formal aos quadros federais havia sido ventilada nos bastidores justamente no contexto dessas movimentações nos tribunais superiores, tema amplamente acompanhado pelo cenário político e pela cobertura do portal Poder360.
Relações Exteriores e a atuação diplomática de Eduardo
A condução da pasta diplomática foi outro ponto decisivo do pronunciamento. Flávio descartou por completo a nomeação de Eduardo Bolsonaro para a chefia máxima do Itamaraty, respondendo de forma direta com uma negativa pública.
O nome de Eduardo despontava em articulações de apoiadores em virtude de sua inserção nos Estados Unidos e da articulação constante junto a integrantes do governo do presidente norte-americano Donald Trump, filiado ao Partido Republicano.
Fixado em território norte-americano, o ex-parlamentar concentrou esforços em pressionar autoridades do exterior a adotarem sanções direcionadas a ministros do Supremo Tribunal Federal, com foco no ministro Alexandre de Moraes.
Embora tenha vetado a presença do familiar na pasta externa, Flávio defendeu enfaticamente a trajetória recente do irmão perante a conjuntura internacional. O candidato declarou que Eduardo tem sofrido ataques sistemáticos e expressou confiança no reconhecimento histórico de seu papel institucional, sem antecipar se ele ocupará qualquer outro posto na administração.
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