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Ceará / 19.08.2026

Dia Nacional das Artes: um respiro para celebrar a magia da arte circense

O Estado celebra a data, comemorada no último dia 12, vivendo uma experiência acrobata, regada a desafios que envolvem corpo, mente e alma The post Dia Nacional das Artes: um respi...

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POR O ESTADO

Publicado em 19/08/2026 às 03:15

Dia Nacional das Artes: um respiro para celebrar a magia da arte circense
© FONTE: O Estado

O fascínio de presenciar as atividades circenses em um espetáculo é um momento que fica marcado para quem admira a arte e a cultura do circo, independentemente da idade.

Por conta do Dia Nacional das Artes, celebrado no último dia 12, recebi o desafio de sair da minha rotina e viver como se estivesse treinando e dentro de um “elenco circense” para refletir sobre os benefícios das acrobacias com exercícios físicos, que exercem a autoconfiança.

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Visitei na semana passada uma das escolas em Fortaleza que propõem as dinâmicas experienciadas em circos, que objetivam trabalhar tanto o corpo, envolvendo a resistência física, mobilidade e flexibilidade, como questões sociais e psicológicas, já que os alunos e curiosos, como eu, podem interagir com grupos e criar vínculos pessoais.

O espaço escolhido para a experiência foi o Quintal Aéreo, que fica localizado no bairro Luciano Cavalcante, e oferta aulas como movimentos acrobáticos, exercícios circenses, como a lira, que reproduz um formato de bambolê, e o trapézio.

Fundada há quase 10 anos, a proposta da escola foi pensada pela psicóloga e professora do local Gabriela Jardim, de 36 anos, que inclusive me ajudou a praticar a arte circense.

Adianto que não costumo fazer atividades físicas que exigem muito esforço e concentração, ou seja, ao chegar lá me deparei com um desafio: ir com foco e coragem, já que não fui uma criança travessa que plantava bananeira.

A professora pediu para que antes das acrobacias eu fosse alongar o corpo e me concentrar mentalmente para os exercícios. Até o momento, tudo tranquilo, com a sensação de que iria ser fácil ir para a “próxima fase”.

Posições no tecido acrobático

A primeira etapa foi sentar em um lençol conhecido como tecido acrobático. No primeiro momento, vi a professora e alunas que praticavam a modalidade, e imaginei ser o nível mais leve.

Deparei-me com um detalhe: eu não tinha força o suficiente para escalar o tecido e me sustentar nele como uma atleta. Então, pedi ajuda para Gabriela, que no decorrer da experiência foi contando a história do local e de como se inseriu no mundo do circo.

Para a fundadora, os benefícios das atividades circenses vão além de um exercício, mas como arte para quem pratica. “Um dos benefícios na atividade circense é que além de ser uma atividade física, também é uma linguagem artística”.

“Então para além da técnica você precisa, da força, do alongamento, da atenção, a gente também usa o circo como uma linguagem artística que é de fato berço dele. A arte”, pontua a professora.

“São inúmeros benefícios, como a gente mexe o corpo, a gente vai trabalhar tanto benefícios do corpo, como força, flexibilidade, mas também questões que vão para além do corpo, como coragem e relação com as pessoas”, conclui.

A escola, que possui cerca de 40 a 60 alunos variando entre público infantil a adultos, visa no bem-estar físico e mental de quem pratica a modalidade. Em outro momento, precisei deitar no lençol para fazer um movimento frequentemente chamado de “posição de rede” ou “equilíbrio de costas”, que exige força e concentração para realizar. Como não possuo experiência em exercícios acrobáticos, foi um desafio encaixar o meu corpo no tecido.

Logo após, a professora explicou outra posição que se origina da parte de “equilíbrio de rede”, em que se inclina e coloca o peso do corpo para trás, e ergue uma perna. Me segurei no tecido e me joguei.

Logo após, fui completamente desafiada a confiar na força das minhas pernas, pendurando-as e “agarrando-as” no tecido acrobático, fazendo uma pose de pinça no ar. Acompanhada com as técnicas da orientadora, soltei os braços e tive uma experiência de coragem que nunca imaginei ter, foi como plantar bananeira com ajuda de um tecido.

Para Beatriz Barros, de 28 anos, que também faz parte como professora da escola e já trabalhou dentro do circo como artista independente, as artes circenses podem ampliar a segurança e a confiança.

“Além de ajudar na parte física, corporal, de força, flexibilidade, coordenação motora, a gente também acaba conhecendo novas pessoas e esse círculo social. [Podendo] tornar uma pessoa mais divertida e mais descontraída”, diz a orientadora.

Outras escolas circenses

Na Capital, existem outras escolas que tem como proposta os movimentos acrobáticos e os exercícios circenses, como a lira, que reproduz um formato de bambolê, e o trapézio. Há também escolas que levam a vivência do circo como movimento teatral e artístico.

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