Deputado José Medeiros pede investigação sobre vazamento de áudios de Flávio Bolsonaro e caso Banco Master ganha novos desdobramentos
O deputado federal José Medeiros (PL-MT) apresentou, nesta quarta-feira (13), um requerimento de informações ao Ministério da Justiça e Segurança Pública pedindo investigação sobre...
POR CEARÁ AGORA
Publicado em 14/05/2026 às 11:21
O deputado federal José Medeiros (PL-MT) apresentou, nesta quarta-feira (13), um requerimento de informações ao Ministério da Justiça e Segurança Pública pedindo investigação sobre o vazamento de áudios e mensagens atribuídos ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) relacionados ao empresário Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.
As gravações, divulgadas pelo jornal digital Intercept Brasil, revelam conversas entre Flávio e Vorcaro sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, produção cinematográfica que aborda a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O senador, que é pré-candidato à Presidência da República, confirmou a autenticidade dos áudios.
No requerimento, Medeiros questiona como conteúdos supostamente protegidos por sigilo investigativo chegaram à imprensa. O parlamentar pede auditoria dos acessos aos arquivos, análise dos registros de compartilhamento e identificação das autoridades que tiveram contato com o material.
Segundo o deputado, há indícios de “vazamento seletivo” e suspeita de “uso político-midiático de material sigiloso”. Medeiros também manifesta preocupação com a divulgação inicial das informações por veículos que, segundo ele, teriam alinhamento com o governo federal.
De acordo com a reportagem do Intercept Brasil, Flávio Bolsonaro solicitou, em 2025, cerca de US$ 24 milhões — aproximadamente R$ 134 milhões na cotação da época — para viabilizar o filme. Daniel Vorcaro teria concordado em realizar o pagamento em 14 parcelas, mas apenas parte do valor foi transferida. O senador confirmou ter buscado apoio financeiro, mas não detalhou cifras.
Em um dos áudios divulgados, enviado em setembro de 2025, Flávio demonstra preocupação com atrasos nos pagamentos e cita possíveis prejuízos à produção cinematográfica e à relação com profissionais internacionais envolvidos no projeto.
Os repasses teriam sido realizados por meio da empresa Entre Investimentos e Participações, controlada pelo empresário Antonio Carlos Freixo Júnior, conhecido como “Mineiro”. Parte dos recursos foi direcionada para um fundo sediado no Texas, nos Estados Unidos.
A aproximação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro teria começado em dezembro de 2024, com intermediação do empresário Thiago Miranda, então proprietário do Portal Leo Dias. O primeiro encontro presencial entre os dois ocorreu em Brasília.
Em nota divulgada nas redes sociais, Flávio Bolsonaro voltou a defender a criação de uma CPI para investigar o Banco Master. O senador afirmou que o caso envolveu apenas a busca de patrocínio privado para um filme privado sobre o pai, sem utilização de recursos públicos ou incentivos da Lei Rouanet.
“Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem”, declarou Flávio.