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Mundo / 06.11.2026

De escândalo bancário ao impeachment: veja a cronologia da crise no Paraguai que ameaça derrubar o presidente

O Paraguai vive uma crise política que pode terminar com a saída do presidente Santiago Peña. O escândalo começou após o fechamento de um banco e chegou rapidamente chegou ao C...

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POR G1 MUNDO

Publicado em 06/11/2026 às 00:00

De escândalo bancário ao impeachment: veja a cronologia da crise no Paraguai que ameaça derrubar o presidente
© FONTE: G1 Mundo

O Paraguai vive uma crise política que pode terminar com a saída do presidente Santiago Peña. O escândalo começou após o fechamento de um banco e chegou rapidamente chegou ao Congresso, onde a oposição apresentou um pedido de impeachment contra o presidente. Na quinta-feira (5), em meio à pressão política, Peña anunciou que pretendia renunciar ao cargo. A Câmara dos Deputados, no entanto, aprovou a abertura do processo de impeachment contra o ele. Na prática, o Congresso ignorou o pedido de renúncia do presidente. O Senado deve retomar a análise do impeachment contra Peña nesta sexta-feira (6). Veja, abaixo, a cronologia da crise no país. Terça-feira (3): banco ueno fecha as portas O Banco Central do Paraguai liquidou o banco digital ueno após identificar uma insuficiência de recursos para cobrir as obrigações da instituição. A medida foi tomada após a identificação de problemas relacionados a empréstimos concedidos a empresas vinculadas ao banco. Com a decisão, a instituição que tinha cerca de 3 milhões de clientes e concentrava aproximadamente US$ 850 milhões em depósitos, incluindo recursos do Instituto de Previdência Social, fechou as portas. Quarta-feira (4): crise aumenta a preocupação com outros bancos Relatos de falhas nos aplicativos de outras instituições financeiras começaram a circular no país e aumentaram a preocupação dos clientes. A Associação de Bancos do Paraguai informou que as instituições estavam trabalhando para atender ao grande volume de pessoas que tentam transferir contas do ueno. A entidade afirmou que o sistema bancário continuava operando normalmente. Quinta-feira (5): oposição apresenta pedido de impeachment A crise bancária chegou ao Congresso. Deputados da oposição apresentaram um pedido de impeachment contra o presidente Santiago Peña e o vice-presidente Pedro Alliana. A acusação apontou possíveis conflitos de interesse, manipulação de regras e desvio de recursos previdenciários. Os parlamentares também acusaram o Banco Central de encobrir irregularidades. Peña foi acionista do Grupo Vázquez, controlador do ueno, até março de 2025. A oposição sustenta que a relação do presidente com o grupo representa um conflito de interesses. Quinta-feira (5): Câmara aprova abertura do impeachment A Câmara dos Deputados aprovou por unanimidade, com 78 votos, a abertura do processo de impeachment contra Peña. O pedido contra o vice-presidente Pedro Alliana, no entanto, foi rejeitado. A decisão abriu caminho para que ele assuma a Presidência caso Peña deixe o cargo. Quinta-feira (5): Peña anuncia renúncia Horas depois da decisão da Câmara, Peña apresentou uma carta de renúncia em um vídeo publicado nas redes sociais. O presidente pediu desculpas aos clientes prejudicados pela crise bancária e afirmou que tomou a decisão pensando na estabilidade do país, na paz social e na preservação das instituições democráticas. A renúncia, porém, ainda precisava ser analisada pelo Congresso. Quinta-feira (5): Congresso suspende sessão por falta de quórum O Congresso iniciou a análise do pedido de renúncia de Peña. A sessão foi marcada por um longo debate entre governistas e oposicionistas. A oposição defendeu que a renúncia seja rejeitada e que o processo de impeachment tenha continuidade. Os parlamentares argumentaram que, se deixar voluntariamente a Presidência, Peña poderá assumir uma vaga de senador vitalício, com imunidade parlamentar. Já os governistas sustentaram que aceitar a renúncia seria a maneira mais rápida de encerrar a crise e permitir a transferência de poder ao vice-presidente. Quando percebem que não teriam votos suficientes para aprovar a saída do presidente, parlamentares do Partido Colorado, legenda de Peña, deixaram o plenário. A movimentação derrubou o quórum necessário para a continuidade da sessão. A votação foi suspensa, e a renúncia não foi aceita. Com isso, Peña permaneceu no cargo. Sexta-feira (6): Senado deve retomar análise do caso O Congresso deve retomar a análise da crise nesta sexta-feira. Peña também afirmou, em carta publicada na noite de quinta-feira, que vai comparecer para apresentar a própria defesa no processo de impeachment. O Senado é responsável pelo julgamento político do presidente. A decisão dos parlamentares poderá determinar se Peña será afastado definitivamente do cargo.

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