Crédito para motociclistas: governo estuda programa para renovar frota de entregadores
Depois dos motoristas de aplicativos, o foco do governo federal agora são os motociclistas entregadores, que devem ter acesso a uma linha de crédito em condições facilitadas para c...
POR CEARÁ AGORA
Publicado em 04/06/2026 às 17:13
Depois dos motoristas de aplicativos, o foco do governo federal agora são os motociclistas entregadores, que devem ter acesso a uma linha de crédito em condições facilitadas para comprar ou substituir motos. Segundo técnicos a par das discussões, para receber o financiamento será preciso que esses trabalhadores prestem serviço para uma plataforma, com iFood, por exemplo, por pelo menos seis meses.
Para reduzir os juros e diante do risco de inadimplência — decorrente do perfil desses trabalhadores, informais e com baixa remuneração — o governo estuda usar recursos de um fundo garantidor para cobrir eventuais calotes. O Fundo de Garantia de Operações (FGO) pode ser uma alternativa.
Também está em discussão a cobrança de um seguro. Os bancos alegam dificuldade de recuperar esse tipo de bem em caso de calote, diferentemente de carros.
A exigência de estar conveniado a uma plataforma tem por objetivo permitir o desconto da parcela do empréstimo na remuneração a ser creditada na conta bancária do trabalhador.
Público potencial
Técnicos estimam que há um público potencial entre 700 mil a 1,2 milhões de entregadores em todo o país. O valor médio da moto é de R$ 17.800, bem abaixo do custo de um carro — o programa do governo chamado de Move Aplicativos financiou até R$ 150 mil.
A ideia é que os recursos também possam ser usados para a compra de motos elétricas, que custam entre R$ 8 mil e R$ 9 mil e não haverá exigência do fabricante ser uma empresa nacional.
A medida ainda depende de ajustes finais, mas o presidente Lula tem pressa e quer anunciar o financiamento ainda este mês, no rol de pacote de bondades no ano eleitoral.