CNM versus Congresso
Os mais recentes desencontros entre a Confederação Nacional dos Municípios – CNM e o Poder Legislativo, se não forem devidamente solucionados para o bem de ambas as instituições po...
POR O ESTADO
Publicado em 03/08/2026 às 00:09
Os mais recentes desencontros entre a Confederação Nacional dos Municípios – CNM e o Poder Legislativo, se não forem devidamente solucionados para o bem de ambas as instituições poderá degenerar num estado de guerra, envolvendo 5.569 municípios brasileiros, a Câmara dos Deputados e o Senado, e, o que é mais grave, envolvendo diretamente o Supremo Tribunal Federal – STF. A gravidade, no caso, se explica por conta de séria reação da CNM tendo em vista sérias ameaças criadas para os municípios em conseqüência das mal afamadas “pautas bombas” aprovadas na Câmara dos Deputados e a caminho de serem endossadas pelo Senado. Em conseqüência dessa situação, o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski acaba de promover ampla mobilização de prefeitos no sentido de uma ação de protesto contra as tais “pautas bombas”. Consciente de que uma simples concentração de prefeitos, por mais que seja numerosa não teria um efeito imediato em defesa das Prefeituras. Assim, o comando da CNM optou pela entrada com recurso no STF contra as emendas, que ameaçam passar aos municípios despesas em torno de R$ 300 milhões, sufocando as finanças de todos os municípios, e sem uma única indicação de fontes para compensar esse “rombo”. A mobilização dos prefeitos por Ziulkoski está programada para os dias 11 e 12 deste mês, e se desenha como uma das mais sérias das últimas décadas, principalmente por se tratar de uma ação que terá tudo para aquecer os choques até agora registrados entre os poderes Legislativo e Judiciário.
Mais cobranças. Ainda em relação à mobilização dos prefeitos brasileiros pela CNM, outro ponto importante está incluso entre as cobranças e não mais solicitações de gestores municipais, ou seja, um aumento urgente do FPM, cuja quantia está longe de poder evitar a situação de quase falência de mais de metade das Prefeituras. Nesse caso, as cobranças dos prefeitos se estenderão à Câmara e Senado.
Maior Convenção. Conforme haviam prometido os senadores Camilo Santana e Cid Gomes, a Convenção do PT para confirmação de Elmano para disputar a reeleição terminou sendo a maior da recente História política do Ceará. O Centro de eventos esteve superlotado. Destaques para a pre3sença de Lula, 150 prefeitos e 1.050 vereadores.
Liderança em queda. Para lideranças e comentaristas políticas, o ex-senador Tasso, que vê no pleito deste ano a “eleição decisiva para o Ceará” deveria ter aceitado disputar um cargo eletivo, com que pudesse arrastar mais votos para Ciro. Nem que fosse para deixar o cargo de “herança” para um dos suplentes.
Não é bom exemplo. Quando se julgava que a “briga de feirantes por lugar no mercado”, que é o “fuça” no seio da família Ferreira Gomes havia estacionado, a “novidade” é que o ex-prefeito Ivo “virou” para o Ciro, com o objetivo de não permitir que ele venha a ser derrotado pelo irmão senador Cid. O confronto mata de vergonha a Princesa do Norte.
Vitorioso e disciplinado. O senador Cid admitiu, o deputado Aldigueri poderia resolver manter-se na Alece, para garantir a presidência e domínio na Mesa, numa estratégia que ele, Aldigueri poderia admitir, exemplo de político disciplinado e de eleição garantida para a Câmara, mas fiel às decisões dos governistas. Nesse caso a vaga, certíssima, seria da sua esposa Tainah.
Talento raro. Não se pode citar a política cearense, sem destacar o talento raro do ex-vice-governador Domingos Filho para a política. Prova recente é que ele, mesmo em meio às indecisões governistas, conseguiu, através da sua filha médica e deputada Gabriella ocupar a vice-prefeitura de Fortaleza, e o caminho da vice-governadoria.
Time pesado. Um dos pontos positivos em relação ao pleito deste ano é a maneira como todos os Juízes eleitorais do país, através das instituições de defesa dos Magistrado, resolveram, dessa vez agir em bloco, no sentido de neutralizar e derrotar todos os praticantes de atos de desinformação, assim como de “fakes” ligadas À política.
Foi pouco. Finalmente, o “jornalista terrorista” Wellington Macedo foi julgado pela Justiça, sendo condenado a sete anos de prisão, por tentativa de explosão de veículo no coração de Brasília. Embora essa pena seja muito pequena para aquele desordeiro, ela ainda tem outros atos de bandalheiras praticados.
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