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Ceará / 25.06.2026

Cinco cidades cearenses entram no movimento Mutirão contra o Calor Extremo

Para enfrentar o aumento do calor e as mudanças climáticas que são anunciadas com a possível vinda do El Niño, as cidades precisam repensar e ampliar as áreas verdes e sombreadas, ...

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POR O ESTADO

Publicado em 25/06/2026 às 03:01

Cinco cidades cearenses entram no movimento Mutirão contra o Calor Extremo
© FONTE: O Estado

Para enfrentar o aumento do calor e as mudanças climáticas que são anunciadas com a possível vinda do El Niño, as cidades precisam repensar e ampliar as áreas verdes e sombreadas, além de melhorar a infraestrutura, por exemplo. Fortaleza, Crato, Itapipoca, Sobral e Maranguape, no Ceará, estão entre os 50 municípios brasileiros selecionados pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima para integrar a iniciativa Cidades Verdes Resilientes, que inclui o movimento global Beat the Heat (Mutirão contra o Calor Extremo).
Atualmente, o Mutirão conta com o engajamento de mais de 200 cidades, em países como Brasil, Nigéria, Serra Leoa, Chile, Quênia, China, Estados Unidos e República Dominicana, além de mais de 100 parceiros estratégicos como MapBiomas e Banco Mundial. No Brasil, o movimento faz parte do Cidades Verdes Resilientes, instituído pelo decreto nº 12.041/2024, do Governo Federal.

Corredor verde
A Prefeitura de Fortaleza trabalha o projeto-piloto na construção de políticas públicas voltadas à sustentabilidade e ao enfrentamento das mudanças climáticas, intitulado Corredores Verdes, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Seuma). A proposta é implantar um corredor verde que conecta importantes vias da cidade (avenidas Leste Oeste, José Jatahy e Sargento Hermínio) ao Parque Rachel de Queiroz.
A iniciativa abrange os bairros Pirambu, Jacarecanga, Monte Castelo, São Gerardo e Presidente Kennedy, impactando diretamente mais de 77 mil moradores. As intervenções incluem arborização estratégica, requalificação de praças, aplicação de pavimentos permeáveis e criação de áreas de sombreamento, conectando parques urbanos e áreas verdes já existentes por meio do esverdeamento da infraestrutura urbana.

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Espaços urbanos
Sobral desenvolve ações voltadas à qualificação dos espaços urbanos, com experiências de integração entre educação, sustentabilidade e planejamento urbano, fortalecendo o compromisso de melhorar a qualidade de vida das pessoas. Segundo Djamyra Brandão, da gerência de Educação Ambiental da Agência Municipal de Meio Ambiente, a ação está em processo de revisão, mas as atividades planejadas anteriormente seguem em execução. Ela destaca entre as medidas os corredores verdes, replantio nas praças e palestras em escolas e empresas. Há ainda o projeto “Fiscais Mirins”, que formará 84 jovens.
Além disso, Sobral cuida dos Jardins Filtrantes do Parque da Cidade e do Parque Pajeú, utilizando tecnologia sustentável baseada na natureza. O método promove a melhoria da qualidade da água por meio de tratamento natural, com plantas aquáticas, pedras e areia, sem a aplicação de produtos químicos.
O município trabalha atualmente cinco projetos urbanos voltados à valorização ambiental, paisagística e social no Parque Alagável Novo Recanto, Parque Linear do Aeroporto, Parque das Aves e Jardim Botânico do Semiárido, Parque Alagável Oiticica e Sistema de Infraestrutura Verde e Azul.

Rio Pirapora
Maranguape apresentou na 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30), realizada em Belém no ano passado, projetos de infraestrutura verde e adaptação climática. Um deles, que foca no Rio Pirapora, combate áreas de risco com soluções baseadas na natureza. Desenvolvido junto à WRI Brasil, propõe o manejo sustentável das águas pluviais ao longo do Rio.
Inclui a criação de jardins de chuva, bacias de detenção e biovaletas para evitar alagamentos, recuperação, criação de áreas de lazer e convivência. Outra medida iniciada é o Programa Periferia Viva.

Ilhas de calor
A meta de Itapipoca é plantar 26.500 mudas até 2028, focando no aumento do conforto térmico, na diminuição das temperaturas e na redução das ilhas de calor na malha urbana. Assim, a iniciativa municipal foca na adaptação climática por meio de infraestrutura verde, mitigação de ilhas de calor e na ampliação de áreas verdes, além de iniciativas de controle de alagamentos e mobilidade urbana. É estruturado na sede do Instituto de Meio Ambiente para garantir a produção própria e a manutenção das mudas.

Adaptação climática
O Município do Crato implementou um viveiro municipal com capacidade de 100 mil mudas/ano e instalou sistemas de energia solar em escolas. Segundo o Brasil de Fato, a cidade está focada na adaptação climática, desenvolve ações de recaatingamento, encerramento de lixões com inclusão de catadores, distribuição de mudas nativas, proteção do bioma local nos arredores da Chapada do Araripe e soluções urbanas com foco na infância.

Por Elizabeth Rebouças

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